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A
guerra da hipocrisia
Esta
semana foi marcada por um acontecimento que mostra o quanto a humanidade
necessita evoluir para evitar que vidas humanas e inocentes sejam ceifadas
de forma indiscriminada e sem explicações convincentes.
No último domingo, dia
mundial do descanso, os EUA definiram por deflagrar os primeiros ataques
ao Afeganistão e de forma paralela aos bombardeios acompanhados por todo
o mundo, deu-se início a uma outra guerra destinada a formar a opinião
pública voltada para o apoio aos ataques que assim como ao trágico
episódio do World Trade Center eliminará a vida de milhares de
inocentes, vítimas das desigualdades sociais.
Paralelamente as poucas
imagens da guerra, se fez necessário o uso de imagens divulgadas em todo
o mundo de aviões jogando alimentos e medicamentos qualificados como
ajuda humanitária que em meio a campos minados devem eliminar a vida de
mais um sem-número de pessoas famintas que esperam pela hora da morte
como único sentido para a vida, atribuindo-se todo o sofrimento à causa
religiosa.
A guerra publicitária
estudada para ganhar mais e mais apoio destinado à continuidade da
matança covarde e indiscriminada no oriente médio, foi reforçada com a
disponibilização de um rádio a cada 1.000 pessoas delimitadas para a
área de conflito que reforçaria a bondade dos donos do mundo que só
agora se deparam com os verdadeiros motivos da guerra.
Tarde, um pouco tarde para tentar
corrigir um erro histórico, e o que é pior, com a fórmula errada. Os
ataques e a ajuda humanitária mais uma vez servirão apenas para
apresentar ao mundo o poderio bélico americano, capaz de inibir os
países desenvolvidos e com problemas sociais secundaristas, mas não para
inibir o pensamento e o idealismo de quem é preparado para morrer para
alcançar a vida eterna. Lamentável.
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