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UNIÃO CONDENADA A
INDENIZAR PACIENTE
POR DANOS MORAIS
Uma sentença inédita
a que relatarei a seguir. A 2ª Turma do TRF da 2ª Região condenou a
União Federal a pagar 15 mil reais de indenização por danos morais a
Elza Maria Siqueira da Silva porque o Hospital de Traumato-Ortopedia,
ligado ao antigo Inamps, demorou quase quatro anos até operar uma
hérnia de disco da paciente, que vinha sofrendo fortes dores durante
todo o período. A sentença considerou injustificada a demora da
cirurgia, que só foi feita após ordem judicial, em 1994.
ESTRANGEIROS SÓ
ENTRARÃO NO SUL SE
PAGAREM MULTAS DE TRÂNSITO
Os estrangeiros
inadimplentes multados nas estradas dos três Estados do Sul do país
nos últimos quatro anos só entrarão no Brasil novamente depois de
pagarem seus débitos. Reunidos em Porto Alegre, representantes das
polícias rodoviárias estaduais e federal, Polícia Federal e
departamentos estaduais de trânsito do Rio Grande do Sul, Paraná e
Santa Catarina começaram a preparar a estratégia operacional conjunta
de cobrança, entre Estados e União. As medidas estarão respaldadas
pelo Código de Trânsito Brasileiro e pelo Estatuto do Estrangeiro.
Segundo autoridades brasileiras, 79 mil estrangeiros, entre argentinos,
uruguaios, paraguaios, bolivianos e chilenos deixaram pendentes, a
partir de 1998, mais de R$ 10 milhões em multas de trânsito não
pagas.
CONSELHO DECIDE POR
ABERTURA DE
PROCESSO CONTRA JADER
O Conselho de Ética
aprovou por 11 votos a favor e 4 contra o relatório que propõe a
abertura do processo de quebra de decoro parlamentar contra o senador
Jader Barbalho (PMDB-PA). O pedido de abertura de processo será agora
encaminhado à Mesa Diretora da Casa. O presidente do Senado, Ramez
Tebet (PMDB-MS), é responsável por indicar um relator que irá redigir
um parecer recomendando o arquivamento ou a continuidade do processo. O
prazo previsto pelo regimento para a feitura do parecer é de 15 dias.
Os sete integrantes da Mesa votam e, se a maioria aprovar a abertura do
processo, os autos são remetidos de volta ao Conselho de Ética. A
partir deste momento, o processo não pode mais ser extinto, mesmo com a
renúncia do congressista.
DESPESAS CONDOMINIAIS
DEVEM SER COBRADAS DE COMPRADOR DO IMÓVEL E NÃO DA CONSTRUTORA
A construtora não deve
arcar com as despesas condominiais contraídas pelo comprador do
imóvel, mesmo que ainda não tenha passado a certidão de
transferência do bem em cartório. Essa é a decisão da Terceira Turma
do Superior Tribunal de Justiça que decidiu unanimimente: apenas o
comprador, usufrutuário do imóvel, deve ser cobrado.
Tanto em primeira
quanto em segunda instância decidiu-se que "o promitente-vendedor
não é responsável pelo pagamento das taxas condominiais do imóvel
vendido". No STJ, o ministro Ari Pargendler, relator do processo,
confirmou as decisões anteriores. O relator explicou que ficou
comprovada a utilização do imóvel pelo casal e, por isso, mesmo a
certidão não tendo sido passada em cartório, a dívida referente ao
determinado período deve ser cobrada dos usufrutuários.
LEI DE INFORMÁTICA
ENTRA EM VIGOR EM OUTUBRO
O governo federal
trabalha com a perspectiva de que a nova Lei de Informática entrará em
vigor até o fim deste mês. Neste momento, está paralisada no Supremo
Tribunal Federal (STF) a lei que prevê a redução do IPI para
fabricantes de componentes de informática dos atuais 2%, além de
exigir investimentos de 5% do faturamento das empresas em programas de
pesquisa e desenvolvimento e elevar para 15% o IPI dos fabricantes que
não estão instalados no Brasil.
PROJETO PROPÕE A
REDUÇÃO PARA R$ 50
DO CHEQUE AO PORTADOR
A Comissão de
Finanças da Câmara irá discutir na próxima semana o projeto de lei
que reduz para R$ 50 o limite para o cheque ao portador. Caso aprovado
em plenário, todos os cheques acima deste valor terão que indicar o
nome do recebedor. Atualmente, o limite é R$ 100. O autor do projeto,
deputado Ronaldo Vasconcellos (PL-MG), argumenta que a redução do
limite dificultaria o repasse do cheque como forma de pagamento,
prática que, segundo ele, pode causar sérios problemas aos donos dos
cheques como, por exemplo, o depósito em conta relacionada a uma
atividade ilícita ou criminosa. O deputado alega também que a
aprovação do projeto deve aumentar a arrecadação da CPMF, já que a
medida "forçaria" o depósito do cheque na conta corrente do
beneficiário, diminuindo o uso como moeda.
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