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O
SENHOR DOS ANÉIS: AS DUAS TORRES
Janeiro,
o mês de férias mais longo e quente do ano,
trouxe para os cinéfilos de todo o Brasil
a segunda parte da trilogia mais aguardada
do ano e, com certeza, a melhor, O Senhor
dos Anéis: As Duas Torres. Está certo que
a estréia antecipada para o dia 27 de dezembro
de 2002, a previsão era para 1° de janeiro
de 2003, chegou em meio às festas de final
de ano, levando muitos a deixarem para conferir
as Duas Torres neste mês. No meu caso não
foi diferente e somente nessa semana é que
eu tive a oportunidade de assistir e me
deleitar com a qualidade da obra criada
por Peter Jackson.
Confesso
que desde Coração Valente não tinha visto
um épico de tamanha magnitude, se A Sociedade
do Anel é bom, As Duas Torres é muito melhor.
Deixando de lado o clima de fantasia do
primeiro, As Duas torres é, sobretudo, um
filme de guerra. Sim, pois a busca de Sauron
em exterminar a raça humana norteará todo
o filme. Prepare-se para muitas batalhas
e mortes.
Nesse filme,
a Sociedade do Anel se separa traçando duas
histórias que se intercalam e que têm o
mesmo objetivo: deter o poder de Sauron.
De um lado, Frodo e Sam que partem para
Mordon levando Um Anel, de outro o humano
Aragorn, o elfo Legolas, e o anão Gimli
que partem numa busca desesperada para resgatar
os dois outros hobbits, Pippin e Merry,
prisioneiros dos temíveis Uruk-Hai. Daí
em diante, cada segundo é importante para
a sobrevivência da Sociedade do Anel e de
toda a vida da Terra-Média.
Para
o alívio dos fãs, Gandalf volta não mais
como o cinzento, mas como o branco e muito
mais poderoso. A reunião dele com
os outros membros da irmandade, Aragorn,
Legolas e Gimli, levam ao reino de Rohan,
onde somos apresentados a novos personagens,
o Rei Théoden, Bernard Hill, os seus sobrinhos
Éomer, Karl Urban, e Éowyn, Miranda Otto
e Gríma Língua de Cobra, Brad Dourif, o
conselheiro do rei que além de enfeitiçá-lo,
a mando de Saruman, cobiça a sua sobrinha.
É nesse reino que teremos a maior batalha
entre os homens e os orcs, cenas que deixarão
você leitor de queixo caído.
Outro novo
personagem é Faramir, David Wenham, irmão
de Boromir e como ele, guerreiro de Gondor.
Se você
ficou encantado com os cenários de A Sociedade
do Anel, chegou a vez do ganhador do Oscar
de Melhor Efeitos Especiais apresentar para
o público os Ents e Gollum. Este é impressionante
quanto a perfeição, veracidade e interpretação.
Baseado nos movimentos e voz do ator Andy
Serkis, o ser bizarro e feio é um vilão
dúbio que causa repulsa e ao mesmo tempo
pena. Os seus diálogos com Frodo e Sam são
excelentes, levando-nos a perguntar se já
não seria hora de termos um Oscar para a
interpretação digital.
Já a elfa
Arwen tem uma participação mais extensa
em As Duas Torres, evidenciando o seu amor
por um mortal e sua difícil escolha de esperar
por ele. Como podemos perceber, não será
somente a Arwen que lutará pelo amor de
Aragorn, uma mortal, Éowyn também buscará
conquistar o coração do guerreiro. Imaginem
que tudo isso acontece em meio à guerra,
ao caos que a Terra-Média é submetida por
causa da ganância e sede de poder de Sauron.
As Duas
Torres chega aos cinemas cercada de expectativa,
tanto de crítica como de bilheteria, pois
tem a ingrata missão de superar A Sociedade
do Anel que é a quinta maior bilheteria
de todos os tempos, arrecadando 860 milhões
de dólares, recebendo 13 indicações ao Oscar
e levando quatro estatuetas, melhor fotografia,
trilha, efeitos especiais e maquiagem.
Mesmo diante
de toda essa responsabilidade, a segunda
parte da trilogia o Senhor dos Anéis, será
com certeza, um grande ou maior sucesso
de público e crítica do que a Sociedade
do Anel. Portanto, não perca a oportunidade
de conferir tudo o que falamos quando o
filme estrear em nosso cinema. Tenho certeza
que você leitor que gosta de fantasia ação
e aventura vai aprovar As Duas Torres. Em
fevereiro estaremos sabendo se a segunda
parte de O Senhor dos Anéis repetirá o número
de indicações e estatuetas do Oscar. Aguardemos.
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