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Sucessão
no DCE pode parar na Justiça
A
sucessão no Diretório Central dos Estudantes
(DCE), da Universidade do Estado do Rio
Grande do Norte (UERN), deve ir mesmo parar
na Justiça.
Recheada
de erros e acusações entre as chapas concorrentes,
o pleito está cercado de dúvidas e tudo
indica que deverá ser mesmo resolvido no
Judiciário. Um fato que chama a atenção
é que o presidente da comissão eleitoral
era nada menos que um universitário que
integrava a antiga diretoria do DCE.
Vários
são os fatores que podem levar a isso. O
primeiro deles é uma ameaça já feita pela
chapa 2, que saiu vencedora na eleição realizada
em dezembro do ano passado e cancelada posteriormente.
A chapa,
de oposição à atual presidente Divaneide
Barreto – candidata à reeleição – garante
que o pleito foi repleto de erros. O primeiro
foi a realização do Congresso de Estudantes
da Uern (CONEUERN) sem a devida elaboração
de edital.
“O segundo
erro foi a eleição de um coordenador da
chapa da situação para ser o presidente
da comissão eleitoral, o que confirma nosso
pensamento de manipulação das eleições por
parte da aluna Divaneide Barreto, na tentativa
de permanecer no caso”, acusa Eliézio Amorim,
aluno do curso de Ciências Sociais e candidato
a presidente do DCE pela chapa 2.
Os opositores
de Divaneide Barreto garantem como o pleito
foi realizado sem atender aos preceitos
legais previstos no próprio estatuto da
entidade. “Não temos dúvida de que Divaneide
fraudou as eleições”, dispara Amorim.
Com a anulação
da eleição, Divaneide Barreto segue comandando
os destinos do DCE, tendo ao lado o estudante
Antônio Marciel (curso de Ciências Contábeis).
Marciel é um dos membros da chapa 2. Foi
decidido que uma terceira pessoa passaria
a compor o quadro de dirigentes do DCE até
a realização de um novo pleito – previsto
para março.
Nessa caso,
há mais um impasse: o nome deve ser de consenso.
As chapas não aceitam os nomes propostos
por elas mesmas. A chapa 1 rejeita o nome
indicado pela chapa 2 e vice-versa.
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