|
Conveniências
políticas
1) O PT
do Rio Grande do Norte está incomodado com
a indicação do senador Fernando Bezerra
para ser um dos vice-líderes do governo
no Senado Federal. Entretanto, o mesmo PT
aceitou o apoio de nomes como Orestes Quércia,
José Sarney, Antônio Carlos Magalhães e,
até, Paulo Maluf. Os acertos de cúpula estão
deixando de fora a militância que sustentou
a luta durante mais de vinte anos. A base
política deveria, no mínimo, tomar conhecimento
antes que a notícia chegasse aos jornais.
As lideranças locais defendem que teria
sido melhor o senador Aloísio Mercadante
convidar Bezerra e este declinar da homenagem,
alegando motivos óbvios. Assim, todos ficariam
acomodados, longe das seqüelas dos embates
anteriores. São princípios inexistentes
na política, onde todo apoio representa
uma contrapartida. Nem tanto como a Oração
de São Francisco, mas, para quem perdeu
uma eleição de governador, estar próximo
do governo central facilita o crescimento
no cenário político nacional.
2) Ainda
em nosso Estado, os políticos analisam a
decisão do deputado federal Álvaro Dias
deixar o PMDB. Os antigos aliados reclamam
da falta de compromisso. Durante o governo
anterior, nada faltou ao então presidente
da Assembléia. Este alega que retribuiu
todas as atenções. Para os novos correligionários,
pode ter havido precipitação do deputado.
Para estes, Álvaro deveria ter iniciado
o processo de aproximação de forma mais
lenta. Conversando na fase preliminar, depois
negociando, fazendo suspense para ficar
mais valorizado e, então, anunciar seu apoio
à governadora Wilma de Faria. Até o momento,
ninguém sabe os verdadeiros motivos dessa
decisão. A verdade é que chegando até onde
está, o líder seridoense pesou e mediu o
que fez, certamente fazendo projeções para
as eleições do ano de 2006.
|