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RN
qualificará mão-de-obra para indústria
petrolífera
NATAL
- Fruto de gestão da governadora Wilma de
Faria (PSB), o diretor-geral da Agência
Nacional de Petróleo (ANP), Sebastião do
Rego Barros, assinou ontem dois protocolos
de intenções com a Universidade Federal
do Rio Grande do Norte (UFRN) e o Centro
Federação de Educação Tecnológica (CEFET)
para a implementação do Programa Campo-Escola,
destinado à qualificação de mão-de-obra
para a expansão da política da indústria
petrolífera no Brasil, que passará a incluir
a exploração dos chamados campos marginais,
aquelas áreas com reservas de óleo de baixo
potencial econômico para a estatal Petrobras.
A governadora
Wilma de Faria disse que, posteriormente,
o Estado deverá assinar convênios com a
ANP a fim de também incentivar pequenas
e médias empresas, inclusive locais, que
se interessarem por essa nova política na
prospeção e produção de petróleo na Bacia
Potiguar. Para ela, não faz mais sentido
o Rio Grande do Norte ter de importar mão-de-obra
de outros Estados e até de outros países
por falta de pessoal qualificado. “Esse
projeto vai permitir a formação de técnicos
especializados, desde o torneiro mecânico
até o engenheiro. O mais importante, porém,
são as empresas incubadoras que vão conhecer
e explorar o potencial econômico do Rio
Grande do Norte nessa área”, destacou ela.
Segundo
a governadora, a cada dia aumenta a importância
da indústria petrolífera como atividade
econômica para ao Rio Grande do Norte, como
é o caso da implantação da fábrica de querosene
de aviação (QAv), cuja construção será iniciada
a partir do dia 20 pela Petrobras. Wilma
de Faria aproveitou para dizer que o Rio
Grande do Norte vem reivindicando o que
lhe é de direito, como é a luta de 20 anos
em torno da implantação de uma refinaria
de petróleo. Ela afirmou que mesmo numa
democracia representativa como o Brasil,
em que o Rio Grande do Norte conta com uma
pequena bancada, o foro político pode ser
decisivo em qualquer questão, mas que “o
novo governo, com sua visão macroeconômica,
deve considerar a maior capacidade técnica
do Estado” para abrigar uma refinaria.
O embaixador
Sebastião do Rego Barros disse que a partir
desse programa Campo-Escola, o Rio Grande
do Norte poderá até passar a exportador
de mão-de-obra. “Tenho esperança que seja
um projeto vencedor”, declarou o diretor
da ANP, que destacou o trabalho feito pela
governadora Wilma de Faria para que o Campo-Escola
viesse para o Estado. “Assim que assumiu
o governo, ela conversou por telefone, depois
nos procurou pessoalmente e em menos de
30 dias estamos aqui assinando o protocolo
de intenções”, explicou. “A assinatura desse
protocolo é mais um passo a frente”.
Rego Barros
destacou ainda que a Petrobras não pode
fazer, sozinha, um grande trabalho num campo
econômico que exige capitais de grandes
proporções, daí a importância da decisão
da ANP passar a apoiar a exploração de campos
marginais de petróleo, mesmo sem deixar
de lado a atividade petrolífera em águas
profundas, de alto mar. O diretor-geral
da ANP aproveitou a ocasião para convidar
a governadora, através da equipe econômica
e fazendária do Estado, para firmar convênio
com órgão, visando ampliar a fiscalização
na área de distribuição e revenda de derivados
de petróleo, de modo a reforçar o combate
à sonegação e à adulteração de combustíveis.
Ele destacou
que o índice de adulteração de derivados
de petróleo no Rio Grande do Norte é um
dos mais baixos do país, mas acha que é
importante o convênio para aumentar a base
de arrecadação do Estado, uma experiência
que já vem dando certo em Pernambuco e está
para ser implementada no Espírito Santo.
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