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Climatologia
afirma boa quantidade de chuvas até
maio
Contrariando
todas as previsões e os indícios negativos
de que a região Oeste teria um inverno abaixo
da média, a situação climatológica para
o Estado mudou de forma a favorecer os agricultores
da região.
Segundo
o professor da Escola Superior de Agricultura
de Mossoró (ESAM) e responsável pelo acompanhamento
na Estação Meteorológica, José Espínola,
na última reunião dos meteorologistas, em
Natal, no final de fevereiro, o que se percebeu
foi uma mudança total dos itens que impediam
que as chuvas chegassem, como no caso do
El Niño, que, conforme o professor já não
tem mais resquícios.
“A previsão
que fizemos antes foi contrariada com estas
mudanças e o que se pode afirmar agora é
que os agricultores podem esperar que nos
meses de março, abril e maio vem muita chuva”,
explica o professor.
Para isso,
Espínola reforça que o principal motivo
é o aquecimento das águas do Oceano Atlântico
e as zonas de convergência inter-tropical
já desceram e estão abaixo do Equador, colaborando
para uma maior formação de nuvens e chuvas.
A média
de chuvas esperada para este mês poderá
ser superada também conforme a expectativa
dos pesquisadores que atuam na Estação Meteorológica.
Conforme
Espínola, a média que normalmente é de 165
milímetros poderá ser ultrapassada uma vez
que até ontem, já choveu na cidade 44 milímetros
e destes, 22 mm somente na tarde de ontem.
“Esperamos
que o mês de março seja dentro da média
ou até mesmo ultrapasse a média de chuvas
previstas para o mês. Isto porque esperamos
mais chuvas ainda para esta semana”, completa
José Espínola.
SOMA
- Até o momento, a Estação Meteorológia
da Esam já somou a quantidade de chuvas
caídas desde o primeiro dia de janeiro até
ontem. Em janeiro, choveu cerca de 174,7
milímetros. Em fevereiro, ao contrário,
muito abaixo das expectativas com somente
95,6 milímetros e neste mês, até ontem,
44 milímetros, totalizando 314,3 milímetros.
De acordo com Espínola, a média de chuvas
em todo o inverno é de 674 milímetros.
Ainda num
comparativo com o ano passado, em 2002,
a Estação registrou ao longo do ano inteiro
apenas 438 milímetros que, se comparadas
com apenas estes três primeiros meses, certamente
deverá ser superada até o final de maio.
“Ainda
temos que considerar que os meses de abril
e maio também são meses de chuvas. Então
possivelmente atingiremos a média, ou pode
chover até mais”, completa o professor.
Quanto
aos veranicos - espaços sem chuvas e de
sol intenso em meio ao inverno, Espínola
ressalta que podem acontecer, no entanto,
são imprevisíveis. Podem ocorrer durante
o período de cinco até quinze dias e no
mês de fevereiro foi responsável por muitos
transtornos, principalmente para quem já
havia iniciado o plantio nas lavouras. “Só
sabemos que teremos um veranico, quando
ele já tem iniciado”, reforça Espínola.
Fenômeno
Meteorológico ajuda crendice no Dia
de São José
E as expectativas
quanto ao Dia de São José, que será celebrado
no próximo dia 19, principalmente pelo homem
do campo? Em Dia de São José, se chover
é sinal de bom inverno para os agricultores,
uma fé, que ano após ano tem se confirmado
ou não.
Para o
professor da Esam, José Espínola, coincidência
ou não, nos dias que antecedem e após o
dia 19 de março, são marcados por uma série
de mudanças sendo a principal dela o fenômeno
do Equinócio.
“Coincidência
ou não, o Dia de São José antecede ao fenômeno
do Equinócio e atinge significativamente
a nossa região. Isto têm colaborado para
a forte crença de chuvas no dia do santo”,
ressalta o professor.
Na passagem
do Equinócio os raios solares incidem perpendicularmente
sobre o oceano, e sob o Equador, gerando
um aquecimento da água, evaporação, formação
de nuvens e por fim as chuvas. A próxima
semana, portanto, deverá chover, no dia
de São José e após o dia 19.
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