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Superlotação
de presos volta à DFR e preocupa delegado
A
Delegacia de Furtos e Roubos (DFR) de Mossoró,
conhecida atualmente como o “Depósito de
presos” da região, localizada na avenida
principal do conjunto Abolição II, está
com sua capacidade de armazenar pessoas
completamente esgotada. Cerca de 50 detentos
ocupam quatro salas, se amontoando uns por
cima dos outros e até o solário está ocupado.
“Nós não podemos mais enviar nenhum deles
para a cadeia pública, pois lá a situação
é semelhante”, disse o bacharel Denis Carvalho
da Ponte, delegado de polícia.
Por outro
lado, a superlotação na DFR vem dificultando
sobremaneira o trabalho de investigação
das equipes da mencionada especializada.
É que o tempo que eles têm disponível para
fazer algum serviço, está sendo tomado em
decorrência de ter que levar presos para
o Fórum ou para o Instituto Técnico e Científico
de Polícia (ITEP). “Nos criticam porque
os crimes não são solucionados. O problema
é que o efetivo é pequeno, só existem duas
viaturas e nossa missão é hoje apenas de
conduzir presos para cima e para baixo”,
reclamou um agente de polícia.
O delegado
Denis Ponte, em contato com a reportagem
de O Mossoroense, ontem pela manhã,
externou a preocupação com um outro problema.
É que a recente mudança de clima vem fazendo
com que detentos contraiam doenças contagiosas.
Segundo ele, no solário, por exemplo, alguns
detentos estão dormindo ao relento e quando
chove à noite chegam a tomar banho. No dia
seguinte reclamam que estão doentes e querem
ir ao médico. Isso ocupa as equipes que
ficam impossibilitadas de efetuar diligências
no sentido de desbaratar o crime organizado.
Presídio
somente terá vagas daqui a dois meses
O pedreiro
Inácio Francisco da Silva, 36 anos, acusado
de ter assassinado a sua ex-mulher, Rejane
Paula, no dia 20 de fevereiro deste ano
e que foi preso recentemente na cidade de
Limoeiro do Norte, já deveria estar trancafiado
em uma das celas da Cadeia Pública de Mossoró.
No entanto, em decorrência da lotação existente
naquele presídio, ele permanece na Delegacia
de Furtos e Roubos (DFR), onde sua capacidade
de armazenamento também está esgotada.
Na Cadeia
Pública, conforme este jornal foi informado,
somente em meados do mês de maio é que provavelmente
surgirá alguma vaga, devido à instalação
em Mossoró da primeira reunião ordinária
do Tribunal do Júri Popular (TJP), onde
entre 15 e 20 processos irão a julgamento
e à medida em que os réus forem sendo condenados
ou absolvidos, novas vagas surgirão.
A grave
crise ora registrada no sistema penitenciário
de Mossoró, onde a Penitenciária Agrícola
Mário Negócio (PAMN) também se acha com
seus pavilhões de segurança máxima abarrotados
de presos além da cadeia pública e a Delegacia
de Furtos e Roubos (DFR) de Mossoró, a que
tem melhor estrutura em termos de segurança,
todas lotadas, volta a causar preocupação
às autoridades que temem a qualquer momento
o registro de uma rebelião ou fuga em massa,
haja vista às más condições de sobrevivência
no interior das celas.
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