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Se
a União Soviética ainda existisse...
Certamente
a situação mundial seria outra. Existiria
um equilíbrio na política internacional
e a guerra contra o Iraque estava fora de
cogitação, pois ali seria uma área de influência
dos soviéticos e os Estados Unidos e seus
satélites não teriam a ousadia de se intrometerem
por lá belicosamente. O exemplo foi 1962,
quando os ianques não foram capazes de destruir
Cuba durante a crise dos foguetes, a Ilha
de Fidel a apenas 150 quilômetros de Miami,
imaginem um país do Golfo Pérsico quase
fronteiriço com a antiga URSS. Seria inimaginável,
pois o imperialismo capitalista por não
dispor da força moral de um idealismo humanista
e guerrear apenas pelos interesses e ganância
de lucro como querem agora por causa do
petróleo iraquiano, geralmente se acovardam
diante de inimigos que lhe possam infligir
derrotas.
Por isso,
não respeitavam, mas temiam a União Soviética,
sabiam os Estados Unidos e seus serviçais
que num confronto armado direto com os países
socialistas, eles podiam ter enormes prejuízos
ou levarem a pior como aconteceu com a Alemanha
Nazista durante a Segunda Guerra Mundial.
Com a derrocada
dos países socialistas festejada inclusive
por setores das esquerdas internacionais
e brasileiras, o imperialismo ficou completamente
livre para oprimir os povos com suas garras
sanguinolentas, fascistas e nenhuma potência
militar capaz de opor resistência ao belicismo
diabólico.
Essa conjuntura
internacional está ameaçando seriamente
a paz mundial. Para conservá-la, resta apenas
a mobilização das multidões no mundo inteiro
como tênue esperança de barrar a fúria nazista
liderada por Bush e seus lacaios. É um alento,
embora saibamos ser ilimitada a irracionalidade
fascista que não respeita os povos nem a
vida e sendo assim, o genocídio no Iraque
parece inevitável.
Será que
se ainda existisse a União Soviética, os
americanos teriam a arrogância e o ímpeto
guerreiro de hoje? Infelizmente essa resposta
não pode ser dada, o “se” é apenas uma suposição,
não pode reverter à história. Mas serve
para reflexão nesse momento crucial para
a humanidade pacifista sobre a falta de
uma forte potência socialista para se opor
ao capitalismo ganancioso, militarista,
belicoso e genocida. Não adianta, contudo,
chorar o leite derramado. Agora só resta
a mobilização popular contra a guerra e
pela paz. Não tem outra saída. Hoje é o
Iraque, amanhã poderá ser inclusive o Brasil.
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