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O gerente executivo
do Turismo da prefeitura de Mossoró, Gabriel Barcelos,
afirmou que a matéria veiculada semana passada no 'Jornal
da Globo' sobre o turismo sexual em Natal e Fortaleza
repercutiram no Estado e estão gerando mudança de roteiros.
Em relação ao Pólo Costa Branca, existe uma movimentação
para combater a exploração sexual antes da conclusão
do plano de desenvolvimento.
Gabriel disse ter sido
informado por secretários e profissionais do ramo hoteleiro
que planos de viagem com roteiro para Natal e Fortaleza
sofreram mudanças significativas e que a prefeitura
e hotéis estão buscando formas de combate à prática
da exploração sexual.
Segundo o gerente,
na comissão do Pólo Costa Branca existe participação
do Centro de Apoio a Trabalhos e Iniciativas na Área
da Criança e do Adolescente (Ceatica), que combate a
exploração sexual de crianças e adolescentes. "Queremos
iniciar nosso turismo de lazer da melhor forma possível.
Esse tipo de acontecimento serve de lição para que não
erremos da mesma forma", diz Gabriel.
Ele disse ter achado
a matéria 'pesada' por ter mostrado exclusivamente o
turismo sexual das duas capitais que possuem diversas
belezas. "Na verdade, o Rio de Janeiro vence qualquer
capital do Nordeste quando se fala em prostituição.
O que acontece é que a violência é tão grande que ofusca
a repercussão sobre o assunto", afirma.
Quando questionado
pela equipe do O Mossoroense sobre o fato da falta de
cobrança de identidade nos hotéis e motéis da cidade,
Gabriel disse que é necessário fiscalização e informou
que somente dois hotéis da cidade receberam o selo de
qualidade do Sebrae exatamente pelo controle de hóspedes.
O gerente do Hotel
Villa Oeste, Doziteu Ozanan, afirmou que por medida
de precaução os documentos são cobrados de todos os
hóspedes e no caso de menores de 18 anos desacompanhados
dos pais a permanência é proibida. "Nunca fomos
fiscalizados nesse sentido. Não autorizamos adolescentes
e crianças sem os pais por medida de precaução",
informa o gerente.
Doziteu ressaltou que
o público local, especialmente o que procura o hotel
onde trabalha, é composto na maioria dos casos por executivos
de permanência rápida, o que dificulta o comércio da
prostituição.
"Existem pessoas
que nos indagam a respeito de boates ou se temos 'book
de morenas', eles dizem encontrar esse tipo de serviço
em outras cidade e acabam vendo Mossoró ainda como uma
província por não fornecer esses serviços", afirma
Doziteu.
Gabriel ressaltou que
há muito tempo se fala sobre o assunto da exploração
sexual e acredita que em nossa cidade o turismo de lazer,
que ainda é fraco, irá iniciar de forma correta, mostrando
as belezas naturais da região e cobrando do turista
respeito com o serviço prestado.
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