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No Dia Mundial do Consumidor
o Programa Municipal de Proteção e Defesa ao Consumidor
(Procon) local está comemorando a data com mais um dia
de trabalho. Segundo o advogado Cláudio Coelho, 80%
dos casos são resolvidos e os outros 20% são praticamente
todos resolvidos no Juizado de Pequenas Causas.
Cláudio disse que nos
últimos meses os campeões de reclamações são a telefonia
celular, aparelhos e garantia. O advogado disse que
a demanda é crescente e o que mais irrita os consumidores
é o atraso na de entrega dos aparelhos pela autorizada.
Em relação à entrega
fora do prazo pela autorizada, o ganho de causa chega
a 100%. "No caso de encontrar algum problema nos
objetos comprados o consumidor deve informar à empresa
que o vendeu. Caso não seja feita nenhuma negociação
o procedimento é procurar de imediato o Procon",
alerta o advogado.
O chefe do Procon de
Mossoró, José Eronildes, ressaltou que em comemoração
ao Dia do Consumidor os mossoroense poderão contar com
o expediente normal e o telefone de contato (84) 3315-5049
para mais esclarecimentos. Para o caso de notificação
é necessário a presença do requerente para oficializar
a ocorrência.
Compras pela Internet
também podem ser ressarcidas, informa advogado
O advogado Cláudio
Coelho afirmou que ao perceber fraude ao receber objetos
defeituosos via Internet o cliente deve procurar imediatamente
o órgão de proteção ao crédito. O advogado informou
que caso a compra tenha sido efetuada por telefone ou
Internet o cliente tem sete dias para devolver o objeto
mesmo que não esteja com defeito.
O repórter-fotográfico
Cezar Alves passou por problemas no primeiro semestre
de 2005 ao comprar um equipamento de trabalho no site
www.1stline.com.br. O equipamento era composto de duas
câmeras Fine Pix S5100, dois carregadores, dois jogos
de pilhas e dois cartões de 256 megas. O total da compra
foi equivalente a R$ 3.005,00.
Segundo o fotógrafo,
ele pagou ao comprar e não recebeu o material. Buscando
receber o equipamento ele foi ao Juizado Especial, localizado
próximo à igreja de São Vicente, e oficializou a denúncia.
"Eles marcaram a audiência de conciliação e daí
por diante eu procurei de todas as formas receber o
bem comprado", afirma Cezar.
Como prova, o fotógrafo
reuniu o comprovante de depósito, fitas gravadas com
as conversas insistindo para que o vendedor enviasse
os equipamentos e o e-mails e endereço com os nomes
dos responsáveis pela empresa. Dos equipamentos comprados
o fotógrafo recebeu uma máquina, dois cartões e um carregador
e o resto da diferença em dinheiro. "Também fizemos
um acordo com relação à indenização por danos morais",
afirma Cezar.
O repórter-fotográfico
ressaltou que se o produto não for o desejado ou não
seja conforme o combinado não há necessidade de contratar
advogado. "Vá pessoalmente ao Juizado e dê entrada
em uma ação. É fácil, prático e não tem erros",
conclui Cezar.
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