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Despertando a consciência

Desde os anos 60 quando foi instituída em Natal, capital do Rio Grande do Norte, e depois espalhada por todo o Brasil, durante mais de 40 anos a Campanha da Fraternidade empreendida pela Igreja Católica no nosso país já prestou e vem prestando relevantes serviços à comunidade, visto que tem botado as pessoas para pensar em cima de seus graves e mais sérios problemas. Neste ano, a CNBB chama a todos para refletir a situação dos deficientes físicos. Realmente, um tema que toca bem fundo no coração de todos. Não só porque o portador de deficiência tenha obrigatoriamente que despertar as pessoas o sentimento da pena. Nada disso. Mas, simplesmente porque esses deficientes só necessitam de ser vistos como pessoas normais. Só.

O que essa mobilização deseja despertar em todos nós é o sentido de que o abandono, a discriminação e o preconceito são as três principais marcas registradas de tudo aquilo quanto acontece com as pessoas portadoras de deficiência. Esse é que é o tratamento que deve ser dado aos deficientes no seu convívio social.

Os deficientes de todos os tipos enfrentam diariamente verdadeiras maratonas de obstáculos a superar e o descaso permanente e a omissão do poder público e da sociedade de modo geral se apresentam como aquele tipo de tratamento que todos querem dar aos portadores de deficiência sinalizando que estas são pessoas inúteis.

Dado o grande percentual de pessoas que possuem algum ripo de limitação, é de se esperar que a Campanha da Fraternidade deste ano alcance os seus reais objetivos. Como uma forma simbólica e com o objetivo de despertar a atenção do todo da sociedade, o seu lançamento em Mossoró neste ano se deu na sede da Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae).

Mas, é bom que a sociedade tenha bem claro diante de si que não são apenas os deficientes físicos que possuem suas limitações. Os portadores de distúrbios mentais, por exemplo, assim também precisam ser vistos. Então, estamos diante de um problemão e assim sendo pensemos nisso enquanto é tempo.

 

 

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