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CAMPANHA DISPUTADA

É sempre assim. Quando se divulga uma pesquisa os que estão bem comemoram, os outros procuram explicar o resultado desfavorável. O mais correto é aceitar e fazer como Geraldo Melo fez quando candidato a governador. O ano era de 1986 e foi divulgada uma pesquisa totalmente desfavorável ao seu nome. Ele concedeu entrevista coletiva, confirmou os dados, mas que ele iria dar a virada e ganhar a eleição o que, de fato, aconteceu.

Há justificativas pífias, simplórias mesmo. Alegar que o desempenho da governadora Wilma de Faria ficou por conta de uma campanha publicitária bem elaborada não convence. Sendo assim, as lideranças estariam superadas, pois tudo dependeria do marketing bem elaborado. Hoje, no Rio Grande do Norte, o político que ocupa os maiores espaços na mídia é o senador José Agripino. Líder da oposição, no Senado, preenche todo o espaço possível, repetindo-se no Estado, por intermédio das cadeias de comunicação do seu grupo político e o dos Alves.

Deve-se procurar as causas do desempenho da governadora no trabalho que ela, incansavelmente, desempenha. Em apenas três anos de governo, é possível identificar, em todo o Estado, a ação governamental na saúde, educação, agricultura, investimentos na área social, estradas, adutoras, perfuração de poços num ritmo que impressiona. Propaganda em rádio e televisão, todos os seus antecessores utilizaram-se desse meio.

Quem sabe, a aliança do PMDB com o PFL, construída de cima para baixo, acreditando que as lideranças municipais virão, obrigatoriamente, não esteja colaborando para esse resultado? A governadora tem recebido o apoio de eleitores de todos os partidos. Pelo visto, esse crescimento ainda continuará por mais algum tempo.

Na pesquisa não estimulada, o número de indecisos é de 60%. Esse número cai para 10% na pesquisa estimulada. O quadro mostra que se a eleição fosse hoje seria muito disputada. Explica-se a preocupação da oposição com o sapato alto até agora utilizado. Quer todo mundo trabalhando duro.

 

 

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