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Termina hoje a greve
dos policiais civis, iniciada no dia 23 de fevereiro.
O retorno ao trabalho foi fruto de um acordo firmado
ontem pela manhã entre o governo do Estado e o Sindicato
dos Policiais Civis e dos Servidores da Segurança Pública
do Estado (Sinpol). O fim da greve foi aprovado por
assembléia da categoria realizada na tarde de ontem.
Os policiais retornam às atividades a partir das 8h
de hoje.
Durante o encontro,
conduzido pelo secretário-chefe do Gabinete Civil, Carlos
Faria, ficou definido que será formada uma comissão
para avaliar as reivindicações dos policiais e que não
haverá corte de ponto dos trabalhadores desde que a
paralisação fosse interrompida imediatamente.
A presidente do Sindicato
dos Policiais Civis e dos Servidores da Segurança Pública
do Estado (Sinpol), Vilma Marinho, informa que a greve
está suspensa em virtude da abertura das negociações
e que a categoria está otimista em relação ao atendimento
dos pleitos. "O governo demonstrou que realmente
quer avançar nas negociações. Foram criadas todas as
condições para que houvesse a suspensão da greve",
avalia a sindicalista.
O presidente da Confederação
Nacional dos Policiais Civis do Brasil (Conapol), Divinato
Ferreira, que também acompanhou a audiência, elogiou
a postura do governo em estreitar o diálogo com os trabalhadores.
"O exemplo do Rio Grande do Norte deveria ser seguido
pelos governos de outros estados brasileiros",
opinou.
Os policiais apresentaram
a pauta de reivindicações para o secretário-chefe do
Gabinete Civil, basicamente a retirada dos presos das
delegacias, a implantação do Estatuto da Polícia Civil
e a retirada de policiais militares dos quadros da Polícia
Civil, entre outros pleitos. O grupo concordou com a
comissão formada por representantes do governo do Estado
(Secretarias de Segurança Pública e Defesa Social, de
Administração e Recursos Humanos e de Planejamento),
dos policiais (Sinpol, Adepol, Degepol e Associação
dos Escrivães), Ministério Público e Assembléia Legislativa.
O primeiro encontro deverá ocorrer na próxima terça-feira,
dia 21, em horário ainda a ser definido.
Carlos Faria destaca
que o governo tem feito o possível para minimizar o
problema da superlotação carcerária nas delegacias.
"Vamos construir um pavilhão para acolher os presos
provisórios em área anexa ao presídio de Alcaçuz e transformar
algumas delegacias de polícia em cadeias públicas",
salientou o representante do governo do Estado. Ele
também destacou investimentos em armas, coletes, algemas
e munição para as polícias militares e civis, que em
dois anos somaram cerca de R$ 7 milhões.
Os representantes dos
policiais estavam acompanhados dos deputados estaduais
Wober Júnior, Márcia Maia e Paulo Davim que criticaram
a paralisação e defenderam uma solução urgente para
o problema. "São legítimas as reivindicações dos
policiais, mas essa greve é extremamente prejudicial
e não atende aos interesses da população do Estado",
comentou Wober.
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