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Vereador assuense ameaça rever concessão de sistema de água à Caern

 

ASSÚ - Se depender da vontade do vereador Carlos Alberto da Costa Bezerra, "Carlinhos de Everton" (PSB), a concessão para que fique sob a tutela da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) o gerenciamento do sistema de distribuição de água do município será sustado.

A renovação de tal concessão se deu em 2001, através de projeto de lei encaminhado pelo Executivo à Câmara. A matéria mereceu aprovação unânime de todos os edis. "Carlinhos de Everton" conta que ainda tentou inserir uma emenda definindo que a medida poderia ser revogada unilateralmente caso a Caern não cumprisse a promessa de implantar o sistema de saneamento básico de toda a área urbana de Assú.

Porém, a proposição não foi aprovada, segundo recorda o vereador. Agora, ele propõe a revogação da concessão por este e outros motivos.

Argumenta que a empresa age de forma desrespeitosa no instante em que destrói pontos da malha asfáltica da avenida Senador João Câmara, artéria central da cidade, no intuito de fazer reparos no sistema subterrâneo de tubulação, mas não realiza a adequada e correta restauração dos pontos perfurados.

"Carlinhos de Everton" enumera uma série de exemplos que, no seu ponto de vista, revelam falta de respeito que a empresa estatal teve com a cidade. "Só que agora a situação está piorando", sentenciou. "Agora o que está acontecendo é uma depredação do patrimônio público".

O vereador salienta que sabe da necessidade de perfurar o piso para que haja a recuperação dos vazamentos na rede subterrânea de canos do sistema. "Só que o que a gente tem visto cotidianamente é que a Caern cava os buracos e só os fecha quando bem entende, e quando o faz ainda realiza um trabalho malfeito e utilizando material de péssima qualidade", diz.

Parlamentar culpa prefeitura por fiscalização deficitária

Diante dos problemas registrados nos últimos meses, o vereador Carlinhos de Everton defende a opinião de que está faltando competência à prefeitura para fiscalizar e punir com rigor a atitude da Caern.

"A prefeitura não está sendo competente também para fazer frente a tal problema e exigir da Caern a reposição do material com a devida qualidade do que foi danificado por ela", admitiu.

"Carlinhos de Everton" ressaltou que, caso o comportamento da Caern permaneça, tem a intenção de mobilizar a população num grande manifesto para chamar a atenção de toda a cidade à questão.

Junto a isso tenciona cobrar novamente da empresa o compromisso com vistas à implementação do sistema de saneamento básico.

"Até hoje a Caern nunca deu explicações sobre as razões pelas quais este projeto ainda não foi executado", disse, lembrando que a renovação da concessão do sistema (por um período de 25 anos) teve como contrapartida justamente a realização desta obra, orçada em mais de R$ 10 milhões.

"Vamos dar um prazo de 60 dias para que a Caern forneça tais explicações e, caso ela continue negligente diante do caso, vamos sugerir na Câmara a renovação da concessão do sistema de abastecimento", concluiu o vereador em tom ameaçador.

 

 

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