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Vigilantes
do RN possuem os melhores salários do
NE
Nada
mais gratificante para quem trabalha do
que ter um das maiores remunerações da categoria
em todo o país. Pois foi exatamente isso
que os vigilantes do Rio Grande do Norte
acabaram de descobrir.
Após cruzar
o piso salarial da categoria com o valor
pago aos demais colegas dos outros estados
do Nordeste, o Sindicato dos Vigilantes
do Rio Grande do Norte (SINDVIGILANTES/RN)
constatou que os profissionais potiguares
recebem melhor que eles.
No mínimo
R$ 500. Isso é quanto recebe um profissional
em início de carreira no Estado. “Dependendo
da função um vigilante pode chegar a ganhar
até quase R$ 800 de salário”, destaca Edson
Vieira de Lima, presidente do Sindvigilantes
em Mossoró.
VERIFICAÇÃO
– A entidade verificou que o piso da categoria
no Rio Grande do Norte – de R$ 500 – é quase
o dobro do que recebem os profissionais
que atuam em Alagoas, cujos vencimentos
mensais em média é de R$ 256,43, o pior
salário pago da região.
Segundo
o Sindvigilantes, os profissionais no Estado
obtiveram em fevereiro o maior reajuste
salarial dado à categoria nos últimos quatro
anos. O índice percentual foi da ordem de
12,36%.
Apesar
disso a profissão é uma das mais arriscadas.
Os profissionais trabalham sob tensão o
tempo todo. São muitas as seqüelas decorrentes
das intempéries a que ficam expostos os
vigilantes.
Profissão
é das mais arriscadas
Encarregados
de proteger o patrimônio público e privado
os vigilantes são vítimas constante da violência
praticada por assaltantes. Quase sempre
estão na linha de frente do fogo inimigo.
Tanto os
vigilantes destacados para fazer a segurança
patrimonial dentro das empresas quanto aqueles
que trabalham com transporte de valores
(em carros-fortes), mas sobretudo estes
últimos são os mais atingidos por essa violência.
AFASTAMENTO
- “Nos últimos seis anos, cinco profissionais
foram afastados de suas funções devido a
seqüelas geradas pela violência”, ressalta
Edson Vieira. Todos eles estão em tratamento
psicanalítico.
Uma das
últimas vítimas foi o vigilante Evaldo Alves
da Silva, que foi atingido por dois tiros
de revólver calibre 32, sendo um na coxa
e outro na região lombar, enquanto prestava
serviço no posto da Cosern, em Natal.
Logo se
conclui que, mesmo tendo os melhores salários
da região Nordeste, ainda assim a remuneração
chega a ser insuficiente para cobrir o risco
de vida constante a que ficam expostos estes
profissionais.
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