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As
chuvas e os mesmos problemas
A cada
ano é a mesma coisa. As chuvas, por menores
que sejam, começam a cair e a suscitar na
cidade de Mossoró os mesmos problemas de
outrora. São questões listadas como de infra-estrutura
que insistem em desafiar a capacidade realizadora
do poder público municipal.
Basta ver
os noticiários na TV e se vai verificar
que os casos se repetem a cada ano. São
desabrigados em um ponto da cidade, são
ruas destruídas em outros, trechos intransitáveis,
lamaçal, o surgimento de focos de mosquitos
e muriçocas e por aí a coisa vai.
O que se
verifica é que além dos problemas estruturais
e administrativos, Mossoró sofre porque
foi crescendo sob ao signo das improvisações
do que propriamente das técnicas de urbanismo.
Apesar do outrora Plano Diretor de Mossoró,
nascido ainda na gestão de 1972, a primeira
do falecido prefeito Dix-huit Rosado, o
futuro não entrou naquela equação que resultou
na Mossoró do presente. As sucessivas secas
e a falta de programas permanentes de fixação
do homem à sua terra, resultaram no inchamento
das nossas periferias.
O progresso
fez surgir a onda de asfaltamento por todos
os quadrantes da cidade ocasionando a impermeabilização
de suas ruas prejudicando sobremaneira o
escoamento d’agua por ocasião das chuvas.
Mossoró é uma cidade sem áreas verdes, segundo
constatação e afirmação da grande maioria
do seu povo. O certo é que os problemas
são muitos e se acumulam passando pela decisão
de medidas estruturais que reclamam decisões
políticas e urgentes. As inundações em vários
pontos da cidade à menor chuva caída são
resultantes da falta de drenagem. A verdade
é que Mossoró é uma cidade cheia de problemas,
de seríssimos problemas de infra-estrutura
urbana e, reconheça-se, muitos deles causados
pela inércia da prefeita Rosalba Ciarlini
que já se aproxima do final do seu terceiro
mandato.
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