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Entrevista

Samuel Bessa de Lima

Samuel Bessa de LimaSamuel Bessa de Lima, 39, mossoroense, casado e pai, é um dos grandes empresários da noite de Mossoró. Formado em Administração pela Universidade Federal do Ceará (UFC), foi produzindo festas informais que descobriu sua verdadeira vocação. Samuel iniciou sua vida de empresário da noite no ano de 1986, quando lançou a Rastafári, uma das mais famosas boates da cidade que tinha como público-alvo a elite mossoroense. Hoje ele é proprietário do Acarajazz, um barzinho que atende ao público alternativo e que ainda tem muitos projetos para a noite mossoroense. Confira mais detalhes na entrevista.

O MOSSOROENSE – Como foi o início da sua vida profissional e por onde começou?

Samuel Bessa – No início dos anos 80, eu morava em Fortaleza, onde cursava a faculdade e dividia um apartamento com um amigo que era surfista e, num estalo de idéias, decidimos montar uma confecção voltada para a moda esportiva que deu certo e estava indo tudo muito bem. Na época, meu pai, Miguel Alves de Lima, me chamou para trabalhar com ele aqui em Mossoró numa fábrica de macarrão, mas a coisa não rolou pra mim, não era o que eu queria fazer. Na ocasião uns amigos meus me convidaram a produzir umas festas e acabei fazendo uma atrás da outra. Foi quando deu o estalo e eu vi que este era o meu ramo.

OM –  Qual foi o seu primeiro investimento como empresário da noite?

SB – Tudo aconteceu por volta de 1986, quando meu irmão Mikézio, que estava à frente dos negócios do meu pai, me ajudou a investir na minha primeira boate, a Rastafári que durou apenas dois anos, mas que deu certo porque era um ambiente voltado para a elite mossoroense. Foi a minha primeira experiência. Porém, como eu sempre fui piolho da noite, já acumulava uma bagagem que me ajudou a administrar meu próprio negócio.

OM – Por que a Rastafári fechou e por que os investimentos seguintes foram voltados para outras classes?

SB – Trabalhar com a elite é muito bom, mas é também muito difícil. Na época da Rastafári deu certo porque eu tinha um público fiel. Eram adultos que gostavam de boates. Mas eu convivi com muitos outros ambientes voltados para o pop, o alternativo e era um investimento proveitoso, então decidi investir em ambientes mais alternativos. Foi quando abri o Caribe, o Descartável, o Cana Verde, em Fortaleza e Piratantan.

OM – Com toda essa bagagem e experiência, por que você concentra seus investimentos em Mossoró e por que não outras cidades do País?

SB – Olha, já recebi convites para abrir um negócio em Pipa, mas eu confesso que sou um eterno apaixonado por Mossoró e eu aposto muito na cidade. Aqui, eu me sinto em casa, as minhas amizades estão aqui. E para o que eu faço aqui em Mossoró ninguém faz.

OM – Quando surgiu a idéia de montar o um barzinho no estilo Acarajazz, qual foi a idéia?

SB – Atender ao público alternativo, que gosta de rock de boa qualidade. Hoje, o público que freqüenta o Acarajazz é, na maioria, filho de gente que freqüentou a Rastafári. É como uma renovação e esse contato com novas gerações me faz bem. Eu tenho uma clientela fiel. Posso até dizer que ninguém tem uma clientela fiel como eu tenho.

OM – Por que você decidiu trabalhar para o alternativo em lugar de continuar investindo para a elite?

SB – Porque no meu tempo, ou seja, nos anos 80, as boates atendiam ao público adulto que tinha condições de manter o ambiente. Hoje, eu prefiro trabalhar com o alternativo por ser mais lucrativo. Abrir uma boate é um investimento muito alto e o público que freqüenta as boates hoje é muito jovem e não garante o funcionamento de um ambiente de custo tão alto. É por isso que as boates que abriram depois da Rastafári fecham logo, a maioria não dura nem um ano.

OM – O Acarajazz fez o seu primeiro aniversário. Como você avalia este primeiro ano de barzinho alternativo?

SB – Olha, completamos um ano e comemoramos com muito rock, houve alguns imprevistos como a chuva, por exemplo, mas nada que pudesse estragar o sucesso da comemoração.

OM – Quais são seus próximos projetos? Por que todo bom empresário está inovando, o que podemos aguardar na noite de Mossoró?

SB – O próximo projeto será abrir uma boate que funcionará juntamente com o barzinho, eu previa que poderia investir logo neste projeto, mas, devido à estrutura do prédio, tive que adiar um pouco. Mas muito em breve estarei abrindo mais uma boate. Aqui no Acarajazz, pretendo realizar ainda alguns eventos como, por exemplo, está prevista a atuação da minha esposa, que é dj profissional e fará algumas participações aqui no Acarajazz. Aliás, o projeto da boate eu colocarei em prática em parceria com ela, que soma uma grande força no meu trabalho. Estamos casados há dez anos e o nosso relacionamento é muito legal.

OM – Como você avalia Mossoró hoje com os investimentos feitos pelo município no turismo?

SB – Mossoró está hoje muito melhor. Esses eventos culturais como Cidade Junina, Alto da Liberdade e outros cresceram a cidade, trouxeram sangue novo. Com os eventos, muita gente de fora circula na cidade e a noite está mais movimentada e isso é bom para todos os empresários que investem na noite. Hoje, todo mundo conversa sobre cultura e esses eventos que já estão consagrados em Mossoró são assuntos que rolam nos barzinhos e isso só traz benefícios para todos.   

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Mossoró-RN, domingo, 13 de abril de 2003