Capa

Cinco Perguntas

Teleobjetiva

DeOlho na Mídia

Filmes

Perfil

Resumo das Novelas

Mundo do Cinema

 

Pecado na sacristia

Nicola Siri

Há mais de 15 anos, Nicola Siri não colocava os pés numa igreja. Embora tenha nascido em berço católico, o ator italiano admite que não é um sujeito de muita fé. Hoje, ele não só freqüenta as missas dominicais como lê a Bíblia todos os dias. Milagre? Nem tanto. A aparente “conversão” de Nicola Siri se deve, na verdade, ao Padre Pedro, o personagem que ele interpreta em “Mulheres Apaixonadas”, da Globo. Para assumir a batina do sacerdote que se vê tentado por uma ex-aluna de catecismo - a exuberante Estela, de Lavínia Vlasak -, Nicola Siri conversou com diversos padres. Alguns deles, inclusive, que sofreram as mesmas tentações do personagem. “Os padres pecam como qualquer pessoa. Mas não posso deixar de admirá-los. Para um sujeito virar padre, precisa ter muita coragem”, elogia.

Decidido a acompanhar de perto o dia-a-dia de um sacerdote, Nicola passou a freqüentar a Igreja Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, na Zona Sul do Rio, a poucos quarteirões do “flat” em que mora. Lá, observava atentamente o gestual do padre, tirava dúvidas sobre a liturgia e até experimentava alguns paramentos. Certo dia, chegou a simular a celebração de uma missa, sob o olhar atento do Padre Jorjão. A dedicação foi tanta que mereceu um inesperado elogio do pároco: “Você, como padre, está melhor do que eu!”. A presença de Nicola na igreja não passou despercebida de algumas paroquianas. Algumas tomaram coragem para pedir autógrafos, fotos e até bênçãos. Uma delas, mais atrevida, foi além. “Olha lá, Padre Pedro, cuidado com a Estela. Não vá cair em pecado com ela. Se tiver de acontecer, que aconteça comigo!”, relata o ator, divertido.

Mas não é só entre os paroquianos da Nossa Senhora da Paz que Nicola Siri causa alvoroço. Logo que chegou ao Brasil, ele teve a chance de constatar a força da tevê no país. Nicola foi visitar uma tia em um hospital de São Paulo e não teve mais sossego. Foram quase duas horas dando autógrafos a pacientes, médicos, enfermeiras... “Só espero não ter interrompido nenhuma cirurgia!”, brinca. No meio da confusão, Nicola se emocionou ao visitar uma menina, de sete anos, que se recuperava de uma cirurgia. Ao vê-lo, a menina não disfarçou a alegria e imediatamente abriu um largo sorriso. “Para ela, não era o Nicola que estava ali. Era o Padre Pedro. E a visita do Padre Pedro a fez se sentir melhor. Por pouco, ela não saía pulando pelo quarto”, conta, emocionado.

Naquele dia, Nicola Siri teve a certeza de que fez a coisa certa ao trocar um papel em “Passion”, filme de Mel Gibson que narra as últimas horas de Jesus Cristo, pelo de Padre Pedro, em “Mulheres Apaixonadas”. A bem da verdade, o personagem de Nicola não era dos mais importantes: ele faria um centurião romano. Mesmo assim, reconhece, seria a oportunidade de trilhar o tão sonhado caminho rumo a Hollywood. Mas, quando estava prestes a assinar contrato, o ator recebeu um convite do produtor de elenco, Luiz Antônio Rocha, para realizar outro sonho: o de fazer novelas no Brasil. Desde que assistiu a “Dancin’ Days”, de Gilberto Braga, teve a certeza de que era aquilo que queria para si. “Fiquei quase uma semana sem dormir. Mas, no final das contas, resolvi seguir meu sonho. E não me arrependo disso. Se todos seguissem seus sonhos, o mundo seria mais feliz”, filosofa.

O sonho de Nicola Siri de trabalhar na tevê brasileira começou a se tornar realidade há dois anos, quando ele conheceu o diretor da Globo, Luciano Sabino, em Roma. Quando veio ao Brasil, pouco tempo depois, Nicola foi convidado por Luciano para visitar o Projac. O ator ficou espantado com tudo o que viu e mais espantado ainda ficou ao encontrar a atriz Joana Fomm, que interpretou a maquiavélica Yolanda Pratini de “Dancin’ Days”. Naquele mesmo dia, Luciano sugeriu que Nicola gravasse um vídeo para o acervo da Globo. Mesmo temendo que a tal fita acumulasse poeira numa gaveta qualquer, topou a idéia. Desde então, já foi sondado para fazer “Esperança” e “A Casa das Sete Mulheres”. Satisfeito com a boa repercussão do Padre Pedro de “Mulheres Apaixonadas”, ele já pensa até em fixar residência no Brasil. “Prometi a mim mesmo que, nesta vida, faria tudo aquilo que tivesse vontade”, assegura.

Encontro inusitado

Nicola Siri não fez “Passion”, mas, pelo menos, conheceu o ator e diretor Mel Gibson. Nicola estava na Polônia quando recebeu um telefonema de seu agente. Bem-humorado, o sujeito disse apenas que tinha um teste para Nicola na capital italiana. Quanto ao diretor do filme, ele preferiu fazer suspense. “Mas quem é ele? Eu conheço? É italiano?”, insistiu Nicola, pelo telefone.

Tudo em vão. Nicola Siri só veio desvendar o mistério quando entrou no estúdio e deu de cara com aquele rosto mais do que familiar. Nos 30 minutos de entrevista, Mel Gibson parecia estar muito bem informado do currículo de Nicola. “Ela sabia mais da minha vida do que minha própria mãe!”, exagera o ator. O diretor de “Coração Valente” sabia até que um tio de Nicola tinha sido bispo na cidade de Gênova.

“Passion” não teria sido o primeiro filme do currículo de Nicola Siri. Na Itália, ele atuou em “Forse Sí, Forse No”, de Steffano Chiantini, e “Emma Sono Io”, de Francesco Falaschi. Na maioria das vezes, o semblante taciturno parecia credenciá-lo sempre para o papel de vilão. “Na Itália, todo mundo diz que tenho cara de mau. No Brasil, dizem que tenho cara de padre”, diverte-se.

Em sua terra natal, Nicola nunca teve a oportunidade de atuar numa novela. Também pudera. A tevê italiana não tem lá muita tradição no gênero. O máximo que ele conseguiu foi participar de uma espécie de seriado intitulado “Vivere”. Mesmo assim, ele desistiu da empreitada quatro meses depois. “O nível artístico era péssimo. Isso sem falar que o meu papel era de um narcotraficante...”, queixa-se.  

Instantâneas

# A paixão de Nicola Siri pelo Brasil vem de berço. Nascido em Gênova, ele é filho do italiano Giorgio Nicola, já falecido, com a brasileira Yolanda Rasetto Siri.

# Das novelas brasileiras a que assistiu na Itália, Nicola destaca “Dancin’ Days” e “Água Viva”, ambas de Gilberto Braga, como suas produções favoritas.

# Nicola Siri começou a trabalhar como ator aos 17 anos, quando participou dos curtas-metragens de um amigo. Aos 24 anos, porém, ele se formou em Odontologia. Mas só exerceu a profissão durante seis meses.

# Nicola Siri é o primeiro estrangeiro a atuar numa novela de Manoel Carlos. “Nunca usei estrangeiros antes porque não precisei. Mas não vejo problema em usá-los”, esclarece o autor.

# Há poucos dias, Nicola foi convidado pelo “Vídeo Show” para gravar uma matéria em São Paulo. O alvoroço foi tanto que ele precisou sair correndo de um shopping-center. “Fiquei realmente impressionado”, frisa.

  .::HOME::.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

EDITORIAS

Cotidiano

Economia

Esporte

Polícia

Política

Regional

Universo

OPINIÃO

Cid Augusto

Editorial

Emerson Linhares

Emery Costa

Giro pelo Estado

Laíre Rosado

Notas da Redação

Paulo Pinto

Rubens Coelho

Sérgio Chaves

Sérgio Oliveira

COLUNAS TEMÁTICAS

Assuntos do Comércio

Cinema em Foco

Direito em Pauta

Comentário Econômico

Mundo Digital

Nossa História

Cultura Americana

CIDADES

Alexandria

Areia Branca

Assu

Caraúbas

Macau

Médio Oeste

Patu

Pau dos Ferros

São Miguel

Umarizal

Vale do Apodi

SUPLEMENTOS

Empresa

Escola

Mais TV

EDIÇÕES ANTERIORES

ESPECIAIS

Chacina Prefeito

Barragem Santa Cruz

Vingt Neto

O JORNAL

Assinatura

Expediente

Histórico

Painel do Leitor

SERVIÇOS

102 ON-LINE

BANCO DO BRASIL

CAERN

CAIXA ECONÔMICA

COL. MOSSOROENSE

CORREIOS - CEP

COSERN

DETRAN

DICIONÁRIO ON-LINE

ESAM

FOLHA DIRIGIDA

GOVERNO DO ESTADO

HORÓSCOPO

IDEC

INDICADORES

RECEITA FEDERAL

TÁBUA DE MARÉS

TELEMAR

TRADUTOR ON-LINE

UERN

UFRN

 

 

 

 

 

 

ENQUETE

Você concorda com o programa Fome Zero?
Sim
Não
Votar
resultado parcial...

 

 

 

 

 

 

Mossoró-RN, domingo, 13 de abril de 2003