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Novata de sorte

 

A estréia de Thaís Fersoza na tevê foi a mais casual possível. Apesar dos protestos veementes da mãe, ela resolveu se inscrever no curso de interpretação para a tevê com o então diretor de “Malhação”, Márcio Augusto. Ao término do curso, cada aluno gravaria uma fita para os arquivos da Globo. Márcio Augusto, porém, não quis esperar tanto tempo. Já no terceiro dia de curso, convidou Thaís para um teste. “Não me arrependo por ter começado aos 12 anos. Tive tempo para brincar, estudar, trabalhar... E posso garantir que os momentos mais divertidos foram os que passei trabalhando”, assegura.

Com o passar dos anos, Thaís emendou um trabalho no outro. Depois de “Malhação”, interpretou a sonhadora Ritinha em “Corpo Dourado”. Em seguida, voltou para “Malhação”, mas com outra personagem: Carla. Convocada às pressas para “Esplendor”, Thaís recorreu a um “mega-hair” para compor a romântica Érica. A atuação impressionou tanto a autora que ela convidou Thaís para viver a “rebelde sem causa” Gisela, de “Estrela-Guia”. Recentemente, Thaís integrou o núcleo que denunciava os riscos das drogas em “O Clone”. “Confio muito no pessoal da Globo. Eles nunca me colocaram em roubada”, avalia.

A repercussão de Telminha, sua personagem na trama de Glória Perez, continua rendendo frutos até hoje, quase uma ano e meio depois do fim da novela. No início do ano, ela foi convidada pelo Canal Futura para participar do programa “Tá na Roda - Uma Conversa sobre Drogas”. Ao lado do psiquiatra Jairo Bouer e dos atores Débora Falabella e Thiago Fragoso, que interpretaram os dependentes químicos Mel e Nando em “O Clone”, ela vai mediar o debate entre especialistas, convidados e telespectadores. “Não estamos lá para dizer se somos contra ou a favor das drogas. Estamos lá para esclarecer o público”, enfatiza.

Maturação precoce

Sempre que inicia um novo trabalho, Thaís Fersoza fica insegura em relação ao personagem. Na época de “Estrela-Guia”, por exemplo, ela se perguntava como o telespectador receberia a rebelde Gisela, que impressionava pelo visual “clubber” e cabelos alaranjados. Em “Agora É Que São Elas”, a dúvida foi outra: será que o público vai aceitar o fato de Fátima se apaixonar justamente pelo “irmão postiço”? A resposta, Thaís teve na semana passada, quando gravou uma cena em que Fátima quase beija Vinícius, interpretado por Rodrigo Prado. “Os próprios câmaras chiaram: ‘Meu Deus, esse beijo não sai nunca...’ Todo mundo torce pelo namoro dos dois”, conclui, aliviada.

De fato, a torcida pelo namoro dos “quase irmãos” de “Agora É Que São Elas” não se resume aos cinegrafistas da Globo. Por onde anda, a atriz ouve frases de incentivo, como “Lute por ele, minha filha, o amor de vocês é tão puro!” ou “Vá em frente, Fátima, vocês não são irmãos mesmo...”. Na trama de Ricardo Linhares, Fátima e Vinícius foram criados juntos desde criança. Para disfarçar o que sente, a moça vive às turras com o rapaz. “A situação não é nada fácil. Afinal, os dois moram sob o mesmo teto. Ela já cansou de ver ele de cuecas ou enrolado na toalha e ter de fingir que não está acontecendo nada. Tadinha dela...”, suspira.

Mas, nos próximos capítulos, Fátima vai dar a volta por cima. Cansada de sofrer calada com o namoro de Vinícius e Rosemary, personagem de Ildi Silva, ela vai começar a provocar ciúmes no rapaz. Para tanto, começa a aceitar os galanteios de Bruno, interpretado por Daniel Ávila. E mais. Em vez do figurino recatado de sempre, passa a ostentar generosos decotes. No lugar das botas de cano longo, a moça adere a sandálias bem femininas. “A Fátima é cheia de nuances. É como se eu interpretasse várias personagens numa mesma novela. Ator tem de ser plural, versátil...”, valoriza.

Versátil, aliás, Thaís Fersoza já demonstrou que sabe ser. Houve um tempo em que ela temia que seu rostinho de boneca fosse se transformar em motivo de preocupação. Afinal, desde que estreou na tevê em 1997, quando interpretou a ginasta Ângela, de “Malhação”, ela não fez outra coisa senão dar vida a boas-moças, como a recatada Ritinha, de “Corpo Dourado”, de Antônio Calmon, ou a romântica Érica, de “Esplendor”, de Ana Maria Moretzsohn. Até que a própria Ana Maria resolveu ir além das aparências em 2001 e escalar a jovem para o papel que ela considera seu grande “xodó”. “Quando eu fizer 40 anos, vou continuar afirmando que a Gisela é meu grande xodó”, garante.

Aos 19 anos, Thaís se orgulha de já ter trabalhado com os mais diferentes diretores, como Ricardo Waddington, em “Malhação”, Denise Saraceni, em “Estrela-Guia”, Jayme Monjardim, em “O Clone”, entre outros. “Com cada um deles, aprendi uma lição diferente. Essa é uma das vantagens de não se ter panelinha”, brinca. O talento de Thaís já chamou a atenção até de David Grimberg, diretor de teledramaturgia do SBT, que a convidou para protagonizar duas novelas na emissora de Sílvio Santos: “Pequena Travessa” e “Jamais te Esquecerei”. “Se estivesse insatisfeita na Globo, até poderia pensar no caso... Acontece que não estou! O pessoal sempre valorizou o meu trabalho”, justifica.

Bem-resolvida, Thaís Fersoza jura que não perde noites de sono pensando no dia em que vai protagonizar uma novela na Globo. Para ela, muitos dos personagens ditos secundários podem aparecer tanto ou mais que os próprios protagonistas. “Em ‘Estrela-Guia’, comecei com cinco cenas por capítulo e terminei com 15", exemplifica. A maturidade de Thaís não se reflete só na sua trajetória profissional. Raramente, a atriz faz questão de manter a discrição não gostando de freqüentar revistas de fofoca ou eventos sociais. “Muita gente recorre à vida pessoal para impulsionar a profissional. Honestamente, não preciso disso. Quero ser reconhecida pelo meu trabalho e não porque estou namorando fulano ou porque posei nua para não-sei-onde”, avisa.

Instantâneas

# As madeixas alaranjadas de Gisela davam trabalho. A tintura usada vinha de Los Angeles e exigia retoques freqüentes. O visual foi inspirado na protagonista de “Corra, Lola, Corra”, dirigido por Wilard Carroll e estrelado por Franka Potente.

# Na época de “O Clone”, Thaís fez questão de conhecer de perto o drama de quem tenta superar o vício das drogas. Para interpretar a Telminha, a atriz assistiu a palestras e visitou grupos de reabilitação para toxicômanos.

# Em “Estrela-Guia”, algumas cenas de amor entre Gisela e Carlos Charles, papel de Rodrigo Santoro, foram censuradas. Afinal, a atriz não podia aparecer de sutiã por causa da idade. Na época, ela só tinha 17 anos.

 

 

 

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Mossoró-RN, domingo, 15 de junho de 2003