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Lula
na Inglaterra
Apesar de derrapar mais
uma vez, dizendo que o primeiro-ministro
britânico Tony Blair poderia não estar presente
na próxima reunião entre as nações, o presidente
Lula da Silva conseguiu marcar alguns pontos
positivos na viagem que empreende pelo exterior.
Um deles, foi o apoio do governo inglês
para que o Brasil seja membro permanente
do Conselho de Segurança da ONU. O ex-presidente
Fernando Henrique Cardoso terminou seu mandato
sem conseguir esse objetivo. A presença
do Brasil no Conselho de Segurança constaria
do projeto de reforma do conselho que a
Grã-Bretanha pretende apresentar em setembro.
Os Estados Unidos farão campanha em contrário,
ainda por conta da invasão do Iraque, mas
a Alemanha acena com a possibilidade de
apoiar a pretensão brasileira. A partir
daí, será mais fácil conseguir o apoio da
França e da Itália.
Os ex-presidentes costumavam
falar mais abertamente, quando em viagem
aos países estrangeiros, e Lula não será
uma exceção. Em entrevista à BBC, disse
que estava realizando um sonho, o de governar
o Brasil. Disse que se a situação fosse
boa ele não teria ganho as eleições. O resultado
lhe foi favorável porque a situação do Brasil
estava muito má e tem consciência que poderá
resolver os problemas do país. Reclamou
do pouco tempo para governar, pois tem muito
o que fazer. Sinalizando o óbvio, a disputa
da reeleição, declarou que gostaria de ter
mais tempo para poder fazer mais coisas.
Sobre a redução da taxa
de juros disse estar oferecendo alternativas.
No Brasil, na verdade, nós temos a taxa
Selic, que é a taxa referencial de juros,
que o governo paga para os compradores dos
seus títulos, que está a 26%, e nós temos
os juros do sistema financeiro que são uma
coisa totalmente à parte. Ou seja, hoje
uma pessoa que tem um cartão de crédito
paga 212% de juros. Por isso mesmo está
criando mecanismos para baratear o juro.
Ao contrário de seus representantes no Congresso,
disse não se arrepender de ter votado contra
as reformas que hoje está propondo. E foi
apenas em relação a esse assunto que Lula
não conseguiu firmeza nas palavras.
Disse que o governo anterior não tinha credibilidade.
Agora, sim, as reformas podem e devem ser
aprovadas.
BANCADA
As dificuldades que existiram
na escolha da coordenação da bancada não
teriam existido se o deputado Betinho Rosado
não tivesse trocado Brasília por um cargo
no governo Wilma de Faria.
CAMPANHA
O ex-deputado Carlos Augusto
não conseguiu segurar seus correligionários,
novos e antigos, e a campanha sucessória
está nas ruas. Ruim para a administração
municipal.
OPOSIÇÃO
Ser oposição, nem sempre
é fácil. Os prefeitos ligados ao senador
José Agripino estão pedindo para diminuir
as críticas ao governo federal. Está chegando
a época da liberação de verbas do OGU.
PALOCCI
A mudança do presidente
Lula sobre a flexibilização na reforma da
Previdência mostra a força do ministro Palocci.
Sem fazer barulho, telefonou ao chefe e
mostrou que teria dificuldades com
o FMI.
Está no site da prefeitura
de Mossoró: até o momento, 134 contribuintes
foram executados por falta de pagamento
do IPTU.
A votação das reformas
espera que o presidente Lula retorne da
Europa.
Nova pesquisa de opinião
pública na cidade. Pelo que se escuta falar,
a frequência é quase de uma por semana.
É grande o número de mossoroenses
e oestanos que desejam a prefeitura de Tibau.
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