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Desabrochar de um artista
O artesão José Antônio de Castro descobriu que tinha o dom só há cinco anos e não parou mais
EMERSON LINHARES
Editor-chefe
O
talento artístico e intelectual pode ser precoce ou tardio, como
pode ser confirmado analisando a história. Citaremos como exemplo
o caso do compositor austríaco Wolfgang Amadeus Mozart, que “ainda
criança, percorreu as cortes da Europa deslumbrando reis e membros
das cortes com o domínio brilhante do teclado (Enciclopédia Ilustrada
do Conhecimento Essencial, Reader´s Digest)”. Outra brilhante personagem
foi o alemão Albert Einstein, que na escola, quando criança, tinha
problemas com os números, mas anos mais tarde tornou-se o “pai das
física moderna” e é conhecido até os dias de hoje principalmente
pela Teoria da Relatividade (E=mc2).
Seguindo a linha de raciocínio do segundo exemplo, onde o talento, o dom, é descoberto tardiamente, encaixa-se José Antônio de Castro Sobrinho, 28, que trabalha como garçom no restaurante da Pousada Morro Pintado (leia matéria “Pérola em Morro Pintado”, na página 4).
Natural e residente em Areia Branca, José Antônio só descobriu que tinha o dom de transformar pedaços de madeira, pequenas conchas e cordas em peças de artesano há cerca de cinco anos.
“Não sabia que tinha o dom. Há cinco anos, eu estava assistindo o Globo Rural e vi uma pessoa fazendo carrancas e aí me despertou”, disse o artista, que nunca tinha entalhado nada em madeira.
Na época, ele morava no Sítio Vertentes, nunicípio de Baraúna, e logo após a matéria que assistira, embrenhou-se no mato e voltou com pedaços de imburana. Começava aí a sua história de artesão. E dos bons. Só tem um ponto que o artesão lamenta: não poder sobreviver da profissão.
Com o passar dos anos, José Antônio foi sofisticando o seu trabalho e passou a empregar outros tipos de material como canudos, conchas do mar e cordas. Daí nasceram cortinas e cadeiras. Em suas mãos, até cocos ganham formas de macacos, como foi possível ser comprovado.
A notoriedade do artista cresce em gênero, número e grau nos festejos de momo. Ele trabalha com isiopor e faz grandes esculturas que adornam os carros alegóricos da Escola de Samba Morcegos.
Recentemente, recebeu convite do secretário de Cultura de Areia Branca, João Rodrigues, para fazer sua primeira exposição, trabalho para o qual já iniciou a confecção das peças artesanais. A data do evento ainda não foi definida.
Para mais informações sobre preços dos trabalhos e outros tipos de contato, basta ligar 9972.3670.
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Mossoró-RN, domingo, 13 de julho de 2003