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Moradores
do sítio Melancias são massacrados pela
falta d’água
Após
a quebra do chafariz localizado no sítio
Melancias, há 9 quilômetros da zona urbana
de Mossoró, que já dura cerca de sete meses,
os moradores não têm outra opção a não ser
se privar da necessidade básica que é dispor
de água para beber e saciar outras necessidades.
Para conseguir
água a vida dos moradores do sítio Melancias
se transforma num verdadeiro sacrifício
humano. Na localidade vivem atualmente cerca
de 70 famílias que esperam pelas ações da
Gerência Executiva de Agricultura e Recursos
Hídricos do município, órgão responsável
pelo setor.
Em algumas
casas onde existem cisternas, o prejuízo
é ainda maior por que sem água os reservatórios
estão se deteriorando e levando ainda mais
prejuízo aos moradores. Segundo uma moradora
antiga que preferiu não se identificar,
várias solicitações de providências já foram
feitas à gerência, mas até o momento nada
foi resolvido. “Para beber água aqui temos
que comprar e muito caro e quem não tem
dinheiro vive da solidariedade dos outros”,
diz.
Para que
a água chegue às casas dos moradores é necessário
pagar o transporte através de carros-pipas
ou carroças. Além das famílias que moram
no sítio Melancias, os animais também estão
sendo penalizados com a quebra do chafariz.
Sem água para matar a sede, o gado vem perdendo
peso e os proprietários temem a perda dos
animais.
PROVIDÊNCIA
– O gerente executivo de Agricultura e Recursos
Hídricos, Gilberto Jales, durante uma entrevista
concedida no mês de novembro do ano passado
à reportagem de O Mossoroense, afirmou que
as providências já estavam sendo adotadas
e que no prazo máximo de 15 dias a situação
seria normalizada. O que não se cumpriu.
Ontem,
a equipe de reportagem esteve novamente
no local e constatou que a situação dos
moradores se agravou ainda mais. Algumas
famílias se dizem desesperadas com a falta
d’água. Mas reclamam também do privilégio
dado a uma família que reside na localidade
que, além de dispor de água em casa, ainda
conta com um poço particular construído
pelo poder municipal.
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