|
Bush
e a imprensa
O poder
da imprensa nunca foi questionado. Desde
os primeiros impressos até o momento de
sofisticação atual, com a rapidez da Internet,
ela continua bem atuante. Com a modernização
e crescimento da estrutura, quase sempre
precisa do apoio dos governos para sobreviver.
Com isso, virou rotina a manipulação da
informação por parte de alguns periódicos.
A imprensa
internacional tem sido, quase sempre, conveniente
com os interesses do governo norte-americano.
Não é uma propaganda dirigida para manter
elevado o espírito dos ouvintes/leitores,
como durante a Segunda Grande Guerra. Os
brasileiros ouviam o desenrolar dos acontecimentos
por intermédio do Repórter Esso, sempre
noticiando vitórias dos aliados, sem a mínima
possibilidade de derrotas ou baixas.
Desejando
invadir o Iraque, por motivos nem sempre
bem esclarecidos, os americanos acoplaram
os noticiários internacionais dos maiores
órgãos de imprensa. Uma ação que, possivelmente,
representa mais o interesse econômico que
o ideológico, é mostrada ao mundo inteiro
como uma Guerra Santa. O Iraque pretende
destruir o mundo, e os americanos não vão
permitir que isso ocorra. É bom lembrar
que, após a queda do Império Russo, os norte-americanos
ficaram isolados como a nação mais poderosa
do planeta.
O general
reformado Carlos Meira Matos tem outra opinião.
A batalha serve, principalmente, para testar
novos armamentos. E cita a Guerra Franco
Prussiana, de 1870, onde os franceses inauguraram
o fuzil Chassepot. Na Primeira Grande Guerra
Mundial (1914-1918) foi a estréia, ainda
que tímida, do avião como arma de combate.
Na Segunda Guerra (1939-1945) foi a vez
da bomba atômica, com grande poder de destruição.
Na Guerra do Golfo, surgiram os mísseis
de direção eletrônica.
A imprensa,
ainda que discretamente, pergunta que arma
os americanos irão testar contra o Iraque.
Entretanto, a maioria continua a justificar
a insensatez do presidente Bush, através
da necessidade de uma guerra para destruir
o mal, Saddam Hussein.
|