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Ofício
de repórter
Vovô e
Chico Guerra, que apesar do nome só quer
saber de paz, trabalham em O Mossoroense
há 30 anos. Nunca fizeram reportagem, pois
o domínio deles é a oficina, onde se consuma
o longo parto de uma edição, mas sempre
deram bons conselhos a focas e veteranos,
com a experiência de quem conviveu com várias
gerações de repórteres, desde o velho Lauro
da Escóssia à turma do jornalismo virtual.
As sugestões
de Vovô, cujo nome verdadeiro é Cosme da
Rocha Freire, sempre vêm em forma de espirituosos
enigmas, na maioria das vezes impossíveis
de serem decifrados. Para ele, os melhores
profissionais começam produzindo para a
página de Polícia e, sendo repórter fotográfico,
não pode esquecer-se de três elementos básicos
na cobertura de um assassinato: “Quem matou,
quem morreu e a arma do crime”.
Boêmio
inveterado, desses que não perdem um nascer
do Sol, Guerra, Francisco Antônio das Chagas
Guerra, aproveita os momentos de descontração
para, discreta e delicadamente, comentar
o trabalho dos amigos. Faz crítica na cara,
mas sem ferir ninguém. A grande preocupação
está ligada à postura ética do repórter
que, segundo ele, pode encantar-se em demasia
com a “força da palavra” e se perder.
Versado
em tipografia, Vovô alerta aos repórteres
novatos: “Faço letras há 30 anos e ainda
não me formei”, querendo mostrar que esse
ofício requer aprendizado constante e que
respeito não se conquista pela força, de
uma hora para outra. Guerra, na mesma linha,
afirma: “O bom repórter precisa ser humilde”,
levando-nos a compreender que o vigor da
palavra é nada diante da responsabilidade
da informação.
SEIS
& MEIA
O presidente
da Fundação José Augusto, escritor François
Silvestre, viabilizou recursos para retomar
o Projeto Seis & Meia em Natal, Caicó
e Mossoró. Desta vez, a própria FJA vai
administrar os shows no interior do Estado.
SEM
EFEITO
O jornalista
Neto Queiroz, velho amigo desta casa, informa
que o decreto governamental que colocou
o professor da Uern Rinaldo Barros à disposição
da prefeitura do Natal foi tornado sem efeito
pela governadora Wilma de Faria, aos 12
de março de 2003. “Tal ato reafirma
o tratamento de absoluto respeito e harmonia
que vem existindo entre a Uern e a nova
administração estadual”, diz Neto.
OUTONOS
No dia
27 próximo, a partir das 19 horas, o Espaço
Cultural Chap-Chap abre as portas para o
lançamento do livro Outonos, da poetisa
Kalliane Sibelli.
TARDE
O ministro
José Graziano, da Segurança Alimentar, aquele
que chamou a todos nós, nordestinos, de
criminosos em potencial, está com a cabeça
a prêmio. E se for demitido por Lula, já
vai tarde.
NOVELA
Engana-se
quem imagina que se acabou a novela da indicação
dos cargos do governo do Estado em Mossoró.
O Quinto Elemento, como de outras vezes,
fechou o acordo, mas trabalha para vetar
alguns nomes.
INCRA
Por falar
em cargos, o PT ainda não chegou a um acordo,
pelo menos até ontem, sobre quem será o
superintendente do Incra no Rio Grande do
Norte.
MEDALHAS
A Associação
Comercial e Industrial de Mossoró (Acim)
vai homenagear os empresários Glênio Alves
e Edvaldo Fagundes, concedendo àquele a
medalha do mérito comercial Gabriel
Fernandes de Negreiros e, a este, a medalha
do mérito industrial Jerônimo Dix-neuf Rosado.
MOTE
A saudade
é um espinho Encravado no meu peito
GLOSA
Distante
do seu carinho,
Sem
sentir o seu calor,
Choro
aflito, sinto dor,
A
saudade é um espinho
E
meu peito, o pelourinho
Onde
o espírito desfeito,
Surrado
pelo despeito,
Afunda
mais a tristeza,
Punhal
de cruel agudeza
Encravado
no meu peito.
RECADO
Da forma
como dividiu os cargos do governo do Estado
em Mossoró, a governadora Wilma mandou um
recado aos que pretendem conquistar o apoio
dela para a próxima campanha de prefeito:
qualquer aliança com o PSB passa por Paulo
Linhares.
PEROBA
Não foi
apenas a turma do PPB quem esperou acabar
o governo Fernando Freire para romper com
o esquema derrotado. A turma do óleo de
peroba, sugerida por Emery Costa, é da mesma
laia do cordão dos puxa-sacos, cada vez
aumenta mais.
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