MAGNÓLIA ROCHA
 


NICOLAS CAGE

A entrega do Oscar no dia 23 de março terá mais uma vez a participação de Nicolas Cage, indicado ao Oscar de melhor ator por sua interpretação em Adaptação. Será que ele vai repetir o sucesso de seu personagem em Despedida em Las Vegas e que lhe valeu a sua primeira estatueta em 1995? Vamos esperar a festa para conferir se o seu talento será o melhor. Diante disso, estamos reeditando a sua filmografia. De sobrenome ilustre no meio cinematográfico, é sobrinho do Francis Ford Coppola, adotou o sobrenome materno para convencer a todos que queria vencer por seus próprios méritos. Para isso, optou por personagens "diferentes" em produções polêmicas até receber o Oscar pelo alcoólatra moribundo de Despedida em Las Vegas. Dentre os seus filmes iremos falar um pouco sobre os mais conhecidos e mais interessantes, mas ao final listaremos toda a sua filmografia.

Começamos com Feitiço da Lua, de 1987, no qual ele faz par romântico com Cher, uma comédia agradável simpática e de grande sucesso, trata de uma febre lunar sobre os protagonistas, deixando-os apaixonados. Atuação interessante do Cage, com mais cabelos, levou três Oscar, melhor atriz, roteiro original e atriz coadjuvante. Em Arizona Nunca Mais, também de 1987, Cage interpreta um ladrão que seqüestra um dos gêmeos quíntuplos de um milionário, para agradar a sua noiva que não pode ter filhos. É uma comédia agitada, com cenas bem realizadas, onde Cage demonstra o seu talento para o gênero.

É nos anos 90 que Nicolas Cage chega ao auge de sua popularidade, principalmente com os filmes de ação. Mas foi com um drama que ele conseguiu respeito e popularidade em Wollywood, Despedida em Las Vegas, de 1995, narra a história de um escritor alcoólatra que vai para Las Vegas com o objetivo de beber até morrer. Ao chegar inicia um romance conturbado com uma prostituta. O filme, com final pessimista, destaca bem o relacionamento de duas pessoas que vivem à margem da sociedade. Por sua atuação, Cage ganhou o Oscar de melhor ator.

Quem pensou que ele iria se dedicar a filmes mais sérios, enganou-se, no ano seguinte estrela ao lado de Sean Connery, A Rocha, um filme de ação, feito sob encomenda para os amantes do gênero, um grande sucesso de bilheteria, que alia a competência de Connery com os efeitos especiais de alta tecnologia. Em 1997, tivemos um dos melhores filmes de ação da década, A Outra Face. Dirigido por John Wood, traz Cage e Travolta, mudando de papéis, por meio de uma operação plástica. O filme é uma combinação explosiva de suspense e eletrizante cenas de ação, sem abandonar a densidade dramática e uma razoável construção psicológica de seus personagens.

Neste ano, Cage também está à frente do elenco de Con Air - A Rota da Fuga, que juntamente com John Cusack e John Malkovich, são responsáveis por cenas de ação que muitas vezes se tornam absurdas, mas para os fãs do gênero é um filme divertido, mas superficial.  

Em 1998, Cage atua em duas produções, uma romântica e outra policial. Das duas a melhor sem sobra de duvida é Cidade dos Anjos, que destaca o amor de um anjo por uma mortal. Produção inspirada em Asas do Desejo, de 1987, conta com esplêndido visual e elenco cativante. O amor entre Cage e Meg Ryan transpõe para a tela uma veracidade quanto aos questionamentos inerentes ao confronto entre a razão e a emoção. A outra produção é Olhos de Serpente, onde Cage é dirigido por Brian De Palma, filme irregular que alterna grandes momentos com situações apáticas e inconvenientes, principalmente em seu final.

Para finalizar o milênio, temos em 2000 Um homem de Família, uma fantasia que aborda a escolha de um executivo em pleno Natal. O  roteiro  coloca a seguinte questão: o que você faria se tivesse uma segunda escolha? Partindo dessa premissa temos uma fantasia sobre solidão e família. É uma pena que o final seja confuso e machista, deixando a desejar.

Filmografia:

1983: O Selvagem da Motocicleta, 1984: Adeus a Inocência, Cotton Club e Ases da Liberdade, 1986: Peggy Sue - Seu passado à espera e Fúria de Vencer, 1987: Feitiço da Lua e Arizona Nunca Mais, 1989: Um Estranho Vampiro, 1990: Coração Selvagem, 1992: Lua-de-mel a Três, 1993: Não Chame a Polícia e Engano Mortal, 1994: Atraídos Pelo Destino, 1995, Despedida em Las Vegas e O Beijo da Morte, 1996: A Rocha, 1997: A Outra Face e Con Air, 1998: A Cidade dos Anjos e Olhos de Serpente, 1999: 8mm, 2000: Um Homem de Família e 60 Segundos. Até o nosso próximo encontro.         

MAGNÓLIA ROCHA
EMAIL: m.meg@uol.com.br

31, é assistente social, mestranda em Serviço Soceial e professora da Faculdade do Vale do Jaguaribe (FVJ)
 

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Mossoró-RN, sábado, 15 de março de 2003