Antigripais devem ser
retirados do mercado

 A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) determinou que fabricantes de 350 versões dos chamados “antigripais” deverão solicitar, dentro de um mês, a reclassificação desses produtos para “tratamento sintomático da gripe”. A medida foi determinada pela resolução RDC nº 40, de 27 de fevereiro de 2003.

A Anvisa adverte que os registros desses produtos serão imediatamente cancelados se as empresas fabricantes não observarem a legislação. Fica, portanto, banida a expressão “antigripais” dos rótulos dos medicamentos.

Também determinou a alteração das fórmulas desses produtos com a retirada de 19 princípios ativos de suas composições e deu prazo de seis meses para as empresas se adequarem às exigências. No mesmo documento, a Agência adverte que, de agora em diante, somente serão aceitas as seguintes associações em produtos de venda livre (OTCs) para o tratamento sintomático da gripe: analgésicos/antiinflamatórios + descongestionantes sistêmicos + anti-histamínicos + estimulante (cafeína), contendo no máximo quatro fármacos. A Agência determinou a retirada imediata do mercado de produtos de uso injetável para o combate à gripe.

ESTUDOS - Para adotar as novas medidas, a Agência levou em conta as conclusões do painel científico de avaliação dos antigripais, coordenado pelo gerente de Medicamentos Novos da Anvisa, o médico Granville Garcia de Oliveira. O painel reuniu pesquisadores da Agência e de diversas instituições acadêmicas.

Os grupos de estudo concluíram que os antigripais que contenham em sua fórmula anti-histamínicos de primeira geração deverão trazer em destaque no frasco e bula a seguinte advertência: “Este medicamento induz sonolência, não devendo ser utilizado por condutores de veículos, operadores de máquinas ou aqueles de cuja atenção dependa a segurança de outras pessoas”.

Os medicamentos do grupo “tratamento de sintomas da gripe” continuarão a ter venda livre. Os produtos que terão suas fórmulas alteradas, de acordo com a legislação, só poderão voltar ao mercado trazendo no rótulo da embalagem a advertência: “Nova Fórmula”, colocada próxima ao nome de fantasia do medicamento.

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Mossoró-RN, domingo, 16 de março de 2003