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Samsung e LG lançam novos celulares
3G e telefone de pulso

A Samsung Electronics e a LG lançaram hoje novos celulares para os mercados europeu e asiático, incluindo um telefone de pulso e videofones para redes de telefonia móvel de terceira geração.

Os dois novos modelos em exibição na feira de tecnologia CeBIT, em Hanover, são os primeiros celulares 3G das empresas para o mercado europeu. A Samsung e a LG são a terceira e sexta maiores fabricantes mundiais de celulares, respectivamente.

Os analistas de mercado dizem que os celulares são muito pequenos e leves, se comparados a modelos de concorrentes como a norte-americana Motorola, a japonesa NEC e a finlandesa Nokia, que também estarão no mercado este ano.

Funcionários da Samsung e da LG em seus estandes da CeBIT disseram à Reuters que seus modelos (respectivamente o SHG-Z100 e o U 8100) estariam disponíveis para os consumidores no final de 2003.

As operadoras de telefonia móvel na Europa estão lançando redes de alta velocidade este ano, cerca de 18 meses mais tarde que o planejado, devido a problemas de adaptação de roaming e da falta de celulares capazes de alternar entre as redes 3G e as de segunda geração (2G) existentes.

As operadoras de telefonia móvel acreditam que o vídeo seja o principal motivo para que os consumidores desejem substituir seus modelos atuais por um celular 3G. Nas atuais redes 2G, chamadas em vídeo e videoclipes são ou impossíveis de receber ou apresentam qualidade muito baixa.

As vendas de celulares 3G devem ser modestas em 2003, mas podem responder por 15 a 20 por cento das vendas de celulares em 2004, disse Rudi Lamprecht, que dirige a divisão de celulares da Siemens, à Reuters durante a CeBIT.

A Samsung lançou também dois outros telefones para as redes de telefonia móvel européias e asiáticas do padrão Global System for Mobile communications (GSM): um telefone de pulso e um celular inteligente acionado por sistema operacional da Symbian, a rival britânica da Microsoft.

Cebit mostra lava-roupas que conversa e aceita comandos de voz

Imagine gritar ordens à sua máquina de lavar roupas enquanto cozinha. Ou então pedir umas dicas sobre como tirar aquela mancha de vinho ou cerveja de sua camisa. Pois é isso que faz uma nova engenhoca exposta na Cebit 2003, feira de tecnologia que acontece até a próxima quarta-feira em Hanover, Alemanha.

O melhor é que a lavadora Hermine, fabricada pela empresa alemã Speech Express em parceria com a Siemens, deve entrar no mercado já em 2004, caso o protótipo exposto na feira se mostre popular.

O mecanismo de reconhecimento de voz compreende comandos como “pré-lavagem” ou “aguarde 30 minutos antes de começar a lavar” e põe a máquina para funcionar.

Além disso, Hermine também ajuda quem se confunde com os muitos comandos das máquinas de lavar roupas mais modernas.

Durante demonstração no estande da empresa (hall 11, estande B40), um funcionário disse à máquina que roupas precisava lavar. Hermine deu instruções detalhadas sobre como proceder – em alemão, por enquanto.

Por enquanto o sistema só aceita comandos de voz através de um microfone. Hermine, no entanto, responde às ordens por uma caixa de som. A versão comercial da máquina, segundo a Speech Experts, terá um sistema integrado de microfone e caixa de som.

Telefones saberão quando o usuário
estiver ocupado

Os telefones inteligentes no futuro poderão perceber quando você está ocupado demais para ser interrompido, e pedirão para a pessoa deixar um recado.

Cientistas da Universidade Carnegie Mellon, nos Estados Unidos, estão trabalhando em uma tecnologia que poderá ser usada em sistemas de mensagens instantâneas e em telefones móveis e fixos.

Pequenos microfones, câmeras e sensores revelarão a linguagem corporal e um software analisará os sinais para determinar se alguém está ocupado demais para atender um telefonema.

Digitar, portas fechadas, falar com outra pessoa e o horário são possíveis indicadores de que a pessoa está ocupada.

Quatro pessoas trabalhando classificaram seu grau de ocupação, enquanto os sensores monitoravam sinais. Os resultados foram correlacionados com comportamentos, e o software definiu os sinais mais importantes.

“O computador na verdade se saiu melhor do que as pessoas na análise de quando alguém estava ocupado demais para ser interrompido”, de acordo com a revista New Scientist.

James Fogarty e Scott Hudson, os cientistas que estão desenvolvendo o sistema, dizem que ele pode chegar ao mercado dentro de alguns anos.

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Mossoró-RN, domingo, 16 de março de 2003