ATUALIZADO ÀS TERÇAS, QUARTAS, QUINTAS, SEXTAS E DOMINGOS
 


De política e de guerra

Fiz um levantamento dos e-mails recebidos nos últimos dez dias e os dois assuntos mais comentados foram as reformas que o governo encaminhará ao Congresso Nacional e a guerra dos EUA contra o Iraque. Em terceiro lugar vem a política, mais especificamente a situação do PMDB no Rio Grande do Norte e a sucessão municipal, em Mossoró. Isso mostra que a população está sintonizada com a administração federal, na expectativa de que as mudanças possam acontecer. Nada sobre o governo estadual e, muito menos, sobre a disputa pelo preenchimento dos cargos, noticiário obrigatório em nossos jornais.

 Comentar a sucessão municipal ainda é cedo, mesmo com a forçada de barra por parte de alguns, ansiosos para que a discussão seja iniciada. E, parece ser essa a opinião da maioria das lideranças e partidos políticos locais. O primeiro passo é a análise detalhada da situação, verificando que posições poderão ser assumidas no futuro. As alianças locais poderão ser influenciadas pela posição nacional dos partidos, que poderá facilitar ou afastar as coligações por acaso projetadas. Até agora, o PMDB nacional nem está no governo nem assumiu postura de oposição. Perde tempo aguardando o desenrolar dos acontecimentos.

 Quanto às reformas, a oposição, corretamente, nega-se a apresentar qualquer proposta. Quer que o presidente Lula da Silva assuma o desgaste de encaminhá-las para, a partir desse momento, iniciar a crítica contundente, na tentativa de desgastar a administração. É essa oposição que estará apresentando projeto de lei aumentando o salário mínimo para R$ 300,00, indicando as fontes governamentais que garantirão esse pagamento. O discurso será fácil, por ser uma cópia exata do que falava o PT durante todo o tempo em que foi oposição. Mudará somente o tom da voz.

 É possível que, por estas horas, os EUA já tenham invadido o Iraque, pois o presidente Bush não vai esperar pela decisão contrária do Conselho de Segurança da ONU. Os motivos são vários, mas nenhum deles justifica o absurdo da decisão. Vamos iniciar um domingo de paz e, depois analisaremos o comportamento dos americanos, ingleses e, agora, também os espanhóis.

 

LAÍRE ROSADO
EMAIL: laire.rosado@uol.com.br

É médico, ex-deputado estadual, ex-secretário de agricultura, ex-deputado federal e articulista político

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Mossoró-RN, domingo, 16 de março de 2003