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De
política e de guerra
Fiz um
levantamento dos e-mails recebidos nos últimos
dez dias e os dois assuntos mais comentados
foram as reformas que o governo encaminhará
ao Congresso Nacional e a guerra dos EUA
contra o Iraque. Em terceiro lugar vem a
política, mais especificamente a situação
do PMDB no Rio Grande do Norte e a sucessão
municipal, em Mossoró. Isso mostra que a
população está sintonizada com a administração
federal, na expectativa de que as mudanças
possam acontecer. Nada sobre o governo estadual
e, muito menos, sobre a disputa pelo preenchimento
dos cargos, noticiário obrigatório em nossos
jornais.
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a sucessão municipal ainda é cedo, mesmo
com a forçada de barra por parte de alguns,
ansiosos para que a discussão seja iniciada.
E, parece ser essa a opinião da maioria
das lideranças e partidos políticos locais.
O primeiro passo é a análise detalhada da
situação, verificando que posições poderão
ser assumidas no futuro. As alianças locais
poderão ser influenciadas pela posição nacional
dos partidos, que poderá facilitar ou afastar
as coligações por acaso projetadas. Até
agora, o PMDB nacional nem está no governo
nem assumiu postura de oposição. Perde tempo
aguardando o desenrolar dos acontecimentos.
Quanto
às reformas, a oposição, corretamente, nega-se
a apresentar qualquer proposta. Quer que
o presidente Lula da Silva assuma o desgaste
de encaminhá-las para, a partir desse momento,
iniciar a crítica contundente, na tentativa
de desgastar a administração. É essa oposição
que estará apresentando projeto de lei aumentando
o salário mínimo para R$ 300,00, indicando
as fontes governamentais que garantirão
esse pagamento. O discurso será fácil, por
ser uma cópia exata do que falava o PT durante
todo o tempo em que foi oposição. Mudará
somente o tom da voz.
É possível
que, por estas horas, os EUA já tenham invadido
o Iraque, pois o presidente Bush não vai
esperar pela decisão contrária do Conselho
de Segurança da ONU. Os motivos são vários,
mas nenhum deles justifica o absurdo da
decisão. Vamos iniciar um domingo de paz
e, depois analisaremos o comportamento dos
americanos, ingleses e, agora, também os
espanhóis.
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