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Delegacia
inoperante deixa zona sul à deriva
Eduardo
Thomé, Da redação
Uma
das áreas com maior incidência de homicídios
nos últimos seis meses em Mossoró tem sido
a zona sul, que compreende os bairros Doze
Anos, Boa Vista, Aeroporto I e II, Belo
Horizonte e Carnaubal. Cerca de quatro homicídios
foram cometidos e ao longo deste tempo a
delegacia especializada em investigar o
caso parece não existir, isto é, não dá
um parecer à sociedade do que está sendo
feito.
A reportagem
de O Mossoroense vem presenciando
a cada dia que passa cada vez mais os casos
serem deixados para trás, podendo vir a
serem arquivados num breve período de tempo.
O bacharel Francisco Edvan de Queiroz, titular
da Segunda Delegacia de Polícia (2ª DP),
parece estar sem condição de sair à procura
dos acusados, preferindo permanecer atrás
do birô à espera de que informações venham
ao seu encontro, quando o caso devia ser
invertido.
Estão sem
ser elucidadas e deverão continuar sem solução,
caso a Segunda Delegacia Regional de Polícia
Civil (2ª DRPC) assim o queira, as mortes
do comerciante Francisco Sampaio,
o “Araújo”; da empresária Antônia Aglaildes
Bandeira, locadora do Motel Caribe; Francisco
Januário, o “Sales, morto em Jucuri; a do
despachante Roberto de Freitas Souza, assassinado
em plena presença de um público observador,
e ainda a do vendedor ambulante conhecido
como “Neto Malhado”, que permanecem até
hoje no anonimato, isto é, sem solução.
Nos últimos
meses, depois da mudança de comando da 2ª
DP, se os responsáveis por crimes de homicídios
não se apresentarem espontaneamente e confessarem
o que cometeram, os casos tendem a continuar
insolúveis. A 2ª Distrital de Mossoró, que
funciona nas proximidades do Estádio Leonardo
Nogueira, o “Nogueirão”, está praticamente
inoperante.
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