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A DOR DE UMA SAUDADE Walter
Canuto Poeta mossoroense
Partiste bem sei, mas
eu te amo ainda, E esse amor cristalizado na saudade, Causa
na tua ausência uma dor infinda, Que ninguém pode
suportar, quem há de?
Sinto e te vejo a cada
momento, E suplicante ao Bom Deus imploro, Se
não queres dar fim ao meu tormento, Seque ao menos,
as lágrimas que choro.
Que devo fazer para
não sofrer tanto? Procurar alguém que me enxugue
o pranto!? Ponto final de uma grande união,
Nunca mais poderei
em meus braços tê-la, Tudo fiz meu Deus para esquecê-la, Mas
a saudade não me sai do coração!
REVIRAVOLTA Bruna
Lianne Economista
As gotas d'água que
caem do céu Quebram o silêncio desta madrugada; E
mergulhada em tantos pensamentos Fechei meus olhos
e deixei a imaginação voar...
Passeei por lugares
desconhecidos e incertos Até alcançar o âmago da
minha alma; Onde finalmente encontrei um lugar de
paz.
Diante dos meus olhos
estavam os teus; Uma emoção me tomou por completo E
todos os órgãos se contraíram. Voz trêmula, olhar
carente, faminto... Os lábios desejavam os teus.
Como um bebê que se
acalma com a voz da mãe; Assim é a sua voz, como
uma suave melodia Que acalenta todos os meus sentidos, Revigora
e me fortalece.
Transparente e puro
como essa água que cai lá fora Assim é esse amor
que não me aquieta. Sereno como as gotas de orvalho
sobre as flores; E ao mesmo tempo fugaz, intenso
como a força do mar.
Consigo sentir seu
cheiro... O desejo toma conta de mim. Meu corpo
grita chamando o seu; Sinto sua pele suave, macia...
Momento só nosso... Momento
onde parece parar o mundo, E fundidos em nosso amor
deixamos de ser dois e passamos a ser apenas um.
Por que lutar contra? Tentar
fugir, negar? Se foi bem dentro de mim que encontrei
você E em você achei a paz...
A chuva já se foi... O
silêncio retoma a madrugada; Volto para o lugar de
partida Percebo que por alguns minutos não estive
aqui
Transportei-me para
o melhor lugar que estive. Nesse lugar encontrei: Felicidade... Amor... Amizade... Verdade... Saudade
também... Encontrei prazer Encontrei VOCÊ!
E nesse lugar quero
permanecer.
MINHA GRANDE TERNURA
Minha grande ternura Pelos
passarinhos mortos; Pelas pequeninas aranhas.
Minha grande ternura Pelas
mulheres que foram meninas bonitas E ficaram mulheres
feias; Pelas mulheres que foram desejáveis E deixaram
de o ser. Pelas mulheres que me amaram E que eu
não pude amar.
Minha grande ternura Pelos
poemas que Não consegui realizar.
Minha grande ternura
Pelas amadas que Envelheceram sem maldade.
Minha grande ternura
Pelas gotas de orvalho que São o único enfeite
de um túmulo.
A TRAJETÓRIA DO
FIM Leticia Torres Azevedo Poetisa (Natal/RN)
As mesmas pessoas passam
por mim Com suas fisionomias mudando os dias Contando
o tempo.
Uma música ruim toca
a angústia Que entra pela falha da minha janela
Na noite em que grito até ninguém me ouvir.
À cabeceira das mortas
convicções Vem a voz do passado sussurrar as palavras
Com as quais invento essa história.
Pressentindo é o mais
perto que chego da felicidade Quando tristeza Encolho
cuidadosamente nos braços do abandono.
ADMIRÁVEL COMPUTADOR
NOVO! Cefas Carvalho Jornalista (Natal/RN)
Ah, este admirável
mundo novo! De informática, bites, coisa e tal Computador,
que coisa genial À memória virtual eu louvo!
Pena que às vezes o
bicho trave Ou sem querer delete o texto Funcione
só em ano bissexto Ou apague tudo! Isso é grave...
Enfim, são tantas as
mazelas Que penso em jogar pelas janelas O computador
que tanto me irrita...
Tá! Tem MSN, Orkut,
Internet Mas, tanta purpurina, só confete Que
saudade da palavra manuscrita!
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