|
O servente Antonio
Marcos Cândido da Silva, 22 anos, o 'Marquinhos', residente
à rua Helena de Oliveira Moura, s/n, Pousada dos Thermas,
se apresentou na tarde de ontem à polícia e confessou
ser o autor dos tiros que mataram o estudante Higson
Thiago Oliveira, 20 anos, no último domingo.
Ao bacharel Pedro Melo,
titular da 2ª Delegacia de Polícia, que investiga o
crime, o acusado confirmou a versão de que cometeu o
crime como forma de vingança, já que 'Boy Thiago' e
alguns companheiros o assaltaram e o espancaram na noite
anterior ao acontecido.
"No sábado, quando
eu ia para casa, o 'Biy Thiago' e mais três pessoas
que eu não conheço me pararam na rua e colocaram uma
faca em cima de mim e tomaram a minha carteira. Eu ainda
cheguei a pedir que eles não fizessem aquilo comigo,
já que me conheciam. Então eles começaram a bater em
mim", destacou.
Ainda segundo o depoimento
de 'Marquinhos', no domingo pela manhã ele chegou a
ir até a sua casa para tentar reaver os documentos,
conversando inclusive com um irmão da vítima, a quem
contou o ocorrido. "Eu estava em casa quando uma
pessoa me chamou dizendo que a minha carteira havia
sido encontrada dentro de um muro de uma casa. Eles
ficaram com R$ 50 que tinha dentro e a jogaram fora.
Eu soube depois que eles estavam fazendo pouco de mim,
me chamando de otário", ressaltou.
Ele disse ainda que
no domingo, por volta das 14h30, estava no 'Bar da Galega',
no Abolição IV, quando viu o 'Boy Thiago' passar em
uma bicicleta para a favela e rindo dele. "Depois
que ele passou fui em casa e peguei um revólver calibre
32 que eu havia comprado há algum tempo e fui esperar
ele voltar. Eu então o abordei e perguntei porque ele
tinha feito aquilo e comecei a atirar nele", disse.
Logo após cometer o
crime, 'Marquinhos' fugiu do local e depois de livrar
o flagrante resolveu se apresentar para dar a sua versão
sobre o caso. Segundo ele, o revólver foi perdido durante
a fuga. Em seguida ao depoimento, o acusado foi liberado
para responder pelo crime em liberdade. Em contato com
esta reportagem, o bacharel Pedro Melo destacou que
vai ouvir ainda algumas testemunhas para em seguida
concluir o inquérito e enviá-lo à Justiça.
|