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POSTO
SÃO MIGUEL
Dificuldades
ontem; turbulências e planejamento, durante;
sucesso nos dias atuais
Por volta
de 1968, o comerciante Edmundo Fernandes
de Castro, com 32 anos de idade, abandonara
a sua cidade natal Pereiros/CE em busca
de um novo mercado. Na época, em sociedade
com um amigo, possuía um pequeno posto de
combustível, situado em Tabuleiro do Norte.
Cansado daquela sociedade comercial, juntou
suas economias e veio embora para Mossoró,
na companhia de sua esposa Marlene Maia.
Então, logo tratou de arrendar um pequeno
posto, que possuía apenas uma bomba de combustível
e tinha dois funcionários, ele e um assistente.
Pai de quatro filhos: Carla e Evelane Maia
(odontólogas), Márcia Rejane (arquiteta)
e Cyro Renner (administrador de empresas)
que, mais tarde, viria a ser o seu sucessor.
A história do Posto São Miguel se confunde
com a história de Edmundo e de Cyro, pai
e filho, respectivamente. Ambos obcecados
e dedicados ao trabalho. Com apenas treze
anos de idade o então menino Cyro, aluno
da sétima série do Colégio Diocesano, despertou
interesse pelo trabalho e passou a ajudar
o pai em seu pequeno negócio. Segundo Cyro,
a vontade de trabalhar com o pai deu-se
devido a críticas que os concorrentes faziam
em relação ao seu pai e, também, pelo fato
de que ele precisava de um braço forte,
uma pessoa nova que tivesse a mente aberta.
Recorda comicamente, do momento mais difícil
que o posto atravessou: “No auge do aperto
financeiro, conversava com o amigo Lenk
e fazíamos listas do que se podia vender
para fazer dinheiro em caixa, incluindo
minha prancha de surf e uma máquina Olivetti.
Com o passar do tempo, as idéias do filho
passaram a conquistar o pai. O próprio Cyro
relata, com satisfação, como montou seu
projeto: “Passei um ano fazendo anotações
de como poderia ser um novo modelo de posto,
um modelo alternativo. O posto passou seis
meses fechado enquanto era reformado, tinha
comigo o princípio de começar do zero”.
Hoje, considera esse princípio como o maior
acerto do seu projeto. Mas, a reforma das
instalações não era o ponto final do projeto
do posto e sim o seu começo. “Era necessário
ser pioneiro em várias coisas, como por
exemplo, o aspecto visual arrojado e uma
loja de conveniência simpática para atrair
o cliente, pois não se concebe mais ambientes
sujos e com atendimento que deixe a desejar”,
comenta. Pegando as qualidades do seu pai
(esforçado, humilde, batalhador), que faleceu
em 2000 e deixou muitas saudades, e somando
com as suas (organizado nas contas, audacioso,
arrojado e inovador), hoje o Posto São Miguel
é uma realidade (com considerável incremento
de vendas, possui a melhor loja de conveniência
da cidade e conta hoje com um quadro de
19 funcionários. A loja de conveniência
tem uma excelente aprovação junto aos clientes,
inclusive recebendo elogios dos concorrentes
e da imprensa em geral). Seus serviços prestados
são: abastecimento durante as 24 horas do
dia, troca de óleo e loja de conveniência.
O bom atendimento é o seu forte. Além disso,
é fiscalizado quinzenalmente pela Esso no
quesito controle de qualidade. A meta do
Posto São Miguel, para Cyro, se confunde
com a sua missão que é ser um referencial
junto a seus clientes, fornecedor e concorrentes
no tocante a distribuição de combustíveis
e em prestação de serviços. Seu sonho maior
é “crescer de forma moderada, consciente,
planejada e responsável, para que possa
buscar, cada vez mais aceitação dentro do
segmento”, finaliza.
HISTÓRIA
DAS NOSSAS EMPRESAS
Pois é,
amigos leitores, a partir de hoje, todas
as sextas-feiras, a coluna contará para
vocês de forma inédita e inovadora a história
das nossas empresas. Trata-se de uma difícil
missão, porém de grande valor cultural para
que possamos conhecer a fundo o nosso comércio.
QUEM
DIRIA? TEM BRASILEIROS FATURANDO COM A GUERRA
O conflito
entre o Iraque e os Estados Unidos, com
data incerta para terminar, está produzindo
lucros e gerando empregos em determinados
negócios no Brasil. Um deles é a empresa
Toniel, que fabrica fardas para o exército
americano e é subsidiária brasileira da
americana Peeky, com sede em Miami. Outra
empresa que ganha com a guerra é a Fujiwara,
fabricante de calçados especiais. A cada
mês ela vende para a Inglaterra 40.000 pares
de botas militares. Melhor seria se essas
empresas despacharem esses “clientes”, que
acabam com vidas humanas.
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