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Caminhoneiro
assassinado por PM tem morte reconstituída
PATU
– O bacharel Antônio Caetano Baumman de
Azevedo, titular da Divisão de Polícia do
Oeste (DIVIPOE), acompanhado de uma equipe
de peritos do Instituto Técnico-científico
de Polícia (ITEP), realizou ontem à tarde
a reconstituição da morte do caminhoneiro
Oriel Jales Diniz, morto no dia 10 de janeiro
deste ano, depois de ser perseguido por
uma guarnição policial. Os trabalhos começaram
com quase duas horas de atraso e até as
19h ainda não tinham chegado ao seu final.
Alguns filhos da vítima estiveram no local
na companhia do advogado Francisco das Chagas
Medeiros, que chegou a comentar algumas
contradições no decorrer do inquérito.
A reconstituição
chegou a ser feita duas vezes, sendo que
na última participaram os mesmos policiais
que no dia do incidente se encontravam na
operação que tinha como objetivo prender
Oriel Jales, que, supostamente embriagado,
desenvolvia direção perigosa em seu caminhão,
o mesmo que ontem foi cedido para ser usado.
O principal acusado de ter eliminado o caminhoneiro,
o policial Zuinglo Ales, foi assassinado
uma semana depois na cidade de Felipe Guerra.
Ele, inclusive, assumiu ter sido quem disparou
o tiro que atingiu fatalmente o condutor
do veículo, na BR-116, próximo ao Posto
Fiscal de Lagoa de Pedra, no trecho entre
este município e Catolé do Rocha, na Paraíba.
O bacharel
Antônio Caetano antes de chegar a esta cidade
passou em Felipe Guerra onde pegou o depoimento
de uma irmã de Zuinglo, considerado de boa
importância para o desenrolar do caso. “A
família da vítima vinha nos pressionando
para fazer esta reprodução do que aconteceu.
A perícia do Itep foi clara e não nos causou
nenhuma dúvida a respeito do incidente.
No entanto, para não deixar seqüelas, resolvi
adotar este procedimento”, explicou o delegado
Antônio Caetano.
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