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Atividade de engenharia cresceu 55% em 5 anos

 

Nos últimos 17 anos a atividade de engenheiro vem despontando o mercado mossoroense. A afirmação é do engenheiro agrônomo e de segurança no trabalho e chefe da Inspetoria Regional do Crea de Mossoró, Renan Freire. Nos últimos cinco anos os registros da atividade de engenheiro aumentaram 55% na cidade.

Segundo o engenheiro, o crescimento da atividade é positiva para o município por se tratar de um ramo diretamente ligado ao desenvolvimento econômico. "Se a cidade está melhorando economicamente é refletido diretamente nas construções de prédios, casas e em reformas", afirma Renan.

O engenheiro lembra que o ano passado pode ser considerado positivo para os profissionais da área. "Somente em 2005 a atividade de engenharia, em relação a 2004, registrou 23% de crescimento. Antigamente aumentos como esse eram vistos somente em anos políticos", ressalta o chefe do Crea.

Renan afirma que algumas modalidades da engenharia são escassas na região e outras os profissionais disponíveis são raros como, por exemplo, o engenheiro de pesca, que é necessário buscar fora da região e o mecânico que por mais que existam são empregados.

Em alguns ramos da engenharia o aproveitamento do pessoal seria praticamente total. Mesmo assim o engenheiro chama a atenção para a aplicação de cursos na cidade, propondo um estudo sócio-econômico detalhado para que caso seja implantado algum curso não haja choques nem excedentes profissionais.

Chefe do Crea aprova implantação do curso de engenharia de pesca da Ufersa

No último vestibular da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa) foi disponibilizado o curso de engenharia de pesca. O engenheiro-chefe do Crea de Mossoró afirmou que em nosso mercado não existem profissionais disponíveis e para a atuação nas empresas locais há a necessidade de se buscar esses profissionais fora.

O engenheiro lembra que na região se encontram diversos empresários nesse setor, seja de grande, médio ou pequeno porte. "A implantação do curso de engenharia de pesca, a meu ver, vai beneficiar os produtores e profissionais locais", diz Renan.

Um exemplo dado pelo engenheiro para o estudo detalhado no caso da aplicação de novos cursos de engenharia foi a falta de uso do aeroporto de Mossoró por estar entre dois pólos Natal e Fortaleza, acreditando que o mesmo possa acontecer com alguns casos de cursos universitários na cidade.

O engenheiro ressalta que é a favor da implantação dos cursos desde que ela passe por estudos. "Eu aprovo a implantação estudada, até porque tenho filhos e gostaria que eles completassem os estudos aqui em Mossoró próximos a mim", afirma Renan.

 

 

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