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A CPI dos Bingos deverá
pedir o indiciamento de Ademirson Ariovaldo da Silva,
assessor do ministro Antonio Palocci Filho (Fazenda),
no relatório do caso GTech a ser lido amanhã.
Segundo o relator da
comissão, senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), existe
a suspeita de tráfico de influência. Ademirson trocou
vários telefonemas com o advogado Rogério Buratti, acusado
de pedir propina à GTech na época da renovação do contrato
da multinacional com a Caixa Econômica Federal. Buratti
diz que a multinacional ofereceu R$ 16 milhões ao caixa
dois do PT.
“Vladimir Poleto -
que trabalhou na prefeitura de Ribeirão Preto (SP) quando
Palocci era o prefeito da cidade - também terá o indiciamento
pedido”, afirmou Garibaldi. Palocci, porém, vai ser
isentado de responsabilidade no episódio. "Não
há nada contra ele", disse o senador.
Principal dor de cabeça
do governo, a CPI dos Bingos volta nesta semana com
uma agenda dura para o PT e com o compromisso de se
estender até 25 de abril, podendo mesmo ser prorrogada,
segundo o presidente da comissão, senador Efraim Morais
(PFL-PB).
Agenda - Para hoje,
está marcado depoimento do economista Paulo de Tarso
Venceslau, ex-militante do PT - expulso do partido no
início de 1998 - e ex-secretário de finanças da prefeitura
de São José dos Campos. De acordo com assessoria da
CPI, em 1997 ele denunciou ao então diretor nacional
do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, irregularidades envolvendo
a Cpem (Consultoria Para Empresas e Municípios), que
prestava serviços a diversas prefeituras do partido.
Segundo Tarso, o esquema era operado pelo advogado Roberto
Teixeira, amigo do presidente Lula.
Estão marcados para
a próxima quinta-feira os depoimentos de Éder Eustáquio
Macedo e dos procuradores de Campinas Ricardo José Gasques
de Almeida Silvares e Fernando Pereira Vianna Neto.
Na quebra do sigilo telefônico de Buratti, Poleto e
Ralf Barquete, aparecem várias ligações para um telefone
celular registrado em nome da representação do Ministério
da Fazenda no Rio de Janeiro.
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