Mossoró-RN, domingo 15 de janeiro de 2006

Internet: solidão ou globalização?

Há quem pregue que a Internet chegou para unir os povos, expor idéias, trocar informações diversas, unir raças, credos e culturas. Em contrapartida, há aqueles que a vêem com outros olhos, alegando que a medida em que as pessoas "se conectam" a virtualidade, deixam de existir na realidade. Hoje, gasta-se muito mais horas "plugadas" do que no convívio social propriamente dito.

Ao mesmo tempo que "a rede" liga as pessoas dos mais diferentes países, acaba afastando as mais próximas. É comum os mais tímidos se soltarem virtualmente, criando personagens que não expressam suas realidades, mas até que ponto isso é bom e saudável? A medida que os personagens são criados e explorados nas conversas virtuais, aquela pessoa que se entrega a esse personagem, se fecha cada vez mais para a realidade. Uma coisa pode compensar a outra, mas então onde ficará o seu "eu" verdadeiro? Certamente mais solitário. As relações interpessoais se resumem a textos, ao teclado, a tela à sua frente, e só. Mas ora, os seres humanos não foram criados para isso e a tecnologia não deveria ter surgido para "separar" os povos. Essa questão é muito relativa, pois a Internet une e separa ao mesmo tempo, mostra e esconde na mesma medida.

De qualquer forma, penso que ainda somos seres humanos, conectados por veias, por onde o sangue passa, fazendo pulsar nossos corações. A integração social se faz necessária sempre, seja ela em qualquer época. Falo de relação "cara-a-cara", muito mais humana do que a relação virtual, que é fria, dissimulada e irreal. Não prego o retrocesso da tecnologia, pelo contrário, acredito que ela possa algum dia unir os povos, em busca de um mesmo ideal: a paz e a harmonia. Mas a tecnologia deverá ser apenas um utensílio para a conquista desse ideal, e não o instrumento principal.

Mouse sem fio traz 10 botões de atalho

A Clone, fabricante e distribuidora de produtos de informática, lançou no Brasil um modelo de mouse óptico sem fio com 10 botões. Além dos cliques normais, os botões adicionais controlam funções de navegação na web e atalhos para encerrar programas ou acionar funções usadas com mais freqüência pelo usuário.

O mouse tem 800 dpis de resolução, o que significa um movimento mais preciso nas mais variadas aplicações. Outra vantagem é que ele usa pilhas recarregáveis, que podem ser energizadas em uma base que acompanha o aparelho. Um software que acompanha o conjunto permite customizar funções de alguns dos botões de acordo com a preferência do usuário. O produto é compatível com as versões 98, ME, 2000 e XP do Windows, e tem preço sugerido de R$ 95,00. O site da Clone fornece mais detalhes do acessório e a lista das revendas onde ele pode ser encontrado.  

Televisão em 3D dispensa o uso de óculos

A empresa húngara Holografika desenvolveu uma tela para televisão em três dimensões. O dispositivo não necessita de óculos ou posicionamento especial para exibir uma verdadeira visão em 3D.

A companhia desenvolve tecnologia holográfica e em três dimensões, que podem servir como base para uma futura televisão. O sistema HoloVizioTM oferece uma visão natural para vários espectadores simultâneos.

O presidente executivo e fundador da Holografika, o engenheiro húngaro Tibor Balogh, fez a apresentação do produto.

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