|
Natal
sediará congresso sobre reprodução humana
ILANA
ALBUQUERQUE Especial para O
Mossoroense
Durante
o I Congresso Franco-Brasileiro de Reprodução
Humana, que será realizado no Centro de
Convenções de Natal, entre os dias 24 e
26 desse mês, uma das novidades em pauta
será um dispositivo anticoncepcional sem
efeitos colaterais, ideal para mulheres
no climatério.
O Mirena
é semelhante a um diu com progesterona sintética
e ação local no aparelho reprodutivo feminino,
o que significa que o hormônio não circula
pelo corpo, não provocando os efeitos colaterais
associados aos contraceptivos.
Segundo
explica o ginecologista Ivis Bezerra, o
dispositivo libera a progesterona sintética
para evitar a gravidez e também ajuda a
reduzir o fluxo menstrual.
O Mirena
não tem contra indicações e pode ser usada
por mulheres de toda a idade, mas para aquelas
que estão no climatério é ainda melhor,
porque o uso de anticoncepcionais nessa
fase da vida reprodutiva da mulher era um
grande problema no passado, quando só existiam
contraceptivos com altas doses de hormônios
capazes de agravar os quadros clínicos de
doenças comuns do período, como hipertensão,
diabetes e trombose.
O climatério
é a transição entre o período reprodutivo
da mulher e a menopausa, que ocorre na faixa
dos 40 anos de idade. Mesmo durante essa
transição é necessário tomar cuidados para
a contracepção, porque quem se descuida
dos métodos anticoncepcionais nessa faze
ainda pode ser surpreendida com uma gravidez.
“No meu consultório, já acompanhei a gestação
de uma mulher de 47 anos que não se preveniu
por achar que porque já estava no climatério
não poderia mais engravidar”, conta o médico
Ivis Bezerra. Ao contrário do que seria
comum, cada vez mais mulheres decidem engravidar
nas vésperas do climatério ou mesmo já tendo
entrado nessa fase.
São mulheres
que só então conquistaram estabilidade profissional
e independência financeira, e ainda querem
realizar o desejo de ser mãe; ou aquelas
que ingressam em um novo casamento. “Essas
gestações merecem atenção especial da futura
mamãe, da família e do médico, mas não quer
dizer que todas sejam de alto risco.
O risco
existe se houver um quadro de hipertensão,
de diabetes ou de alguma doença renal que
são esperadas em mulheres no climatério”,
explica Ivis Bezerra. Para esses casos a
medicina avançou muito em métodos para o
diagnóstico precoce de problemas com o feto
e com a gestante, mas não muito em termos
de tratamentos para reverter o quadro.
A possibilidade
de gerar uma criança com Síndrome de Down
é crescente e atinge maior risco a partir
dos 39 anos. Essa alteração genética pode
ser diagnosticada desde o segundo mês de
gestação com um simples exame de ultra-sonografia,
mas não há como impedir que o bebê nasça
portador da síndrome. E aí vale lembrar
que no Brasil só é permitida a interrupção
de gestações de fetos com síndromes incompatíveis
com a vida, o que não é o caso da Síndrome
de Down, cujos portadores têm conseguido
aumentar significativamente a qualidade
de vida, principalmente, através da inclusão
social e profissional.
A medicina
também tem avançado a largos passos na assistência
neonatal, para garantir a sobrevivência
de bebês prematuros, que tiveram de nascer
a partir do sexto mês e meio de gestação,
porque estavam ameaçados pela hipertensão
ou diabetes da mãe.
Toda essas
novidades no campo da reprodução humana
deverão trazer a Natal aproximadamente 1.000
médicos especialistas e estudantes para
participar do evento sobre o assunto, que
acontece a partir próxima quinta-feira,
simultaneamente ao II Congresso Brasileiro
de Endoscopia Ginecológica e Obstétrica
e ao III Simpósio Internacional de Endocrinologia
Ginecológica.
Juntos,
os três eventos deverão trazer aproximadamente
quarenta especialistas brasileiros, franceses,
italianos, argentinos e suíços para exporem
suas experiências e descobertas. Mais informações
podem ser obtidas na secretaria do evento,
pelo telefone 222-7444.
Mais
informações sobre o evento:
Este mês,
Natal vai sediar três eventos simultâneos
sobre reprodução humana, sob o comando do
médico potiguar especialista Kleber Moraes
e do francês René Frydman, responsável pelo
nascimento do primeiro bebê de proveta em
seu país. O I Congresso Franco-Brasileiro
de Medicina Reprodutiva, o II Congresso
Brasileiro de Endoscopia Ginecológica e
Obstétrica e o III Simpósio Internacional
de Endocrinologia Ginecológica vão reunir
cerca de quarenta especialistas do Brasil,
França, Itália, Argentina e Suíça, para
expor sobre as novidades para a reprodução
humana e o planejamento familiar.
* Entre
as conferências mais concorridas deverão
estar aquelas sobre os novos métodos anticoncepcionais
que chegam ao mercado, como o adesivo e
as pílulas que reduzem os sintomas da TPM,
não retém líquidos e podem até presentear
a mulher com uma leve diminuição de peso,
e melhorar a pele com acne, com a redução
da oleosidade.
Aproximadamente
1000 médicos e estudantes de todo o País
estão sendo esperados para participar dos
três eventos, no Centro de Convenções de
Natal, entre os dias 24 e 26 deste mês.
As inscrições estão abertas e, até 22 de
abril, custam R$ 180 para médicos; R$ 120,
para residentes e outros profissionais;
e R$ 60, para estudantes. Mais informações,
na secretaria do evento, pelo telefone 222-7444.
|