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Feira de frutas tropicais se consolida
Entrando para apenas o seu décimo primeiro ano desde que
se realizou pela primeira vez em 1993, a Feira de Frutas Tropicais a acontecer
no próximo mês em Mossoró vai se afirmando a cada ano que passa como um evento
de peso significativo para a nossa economia regional. É o chamado agronegócio
que na sua versão deste ano além do destaque para a área econômica está
servindo cada vez mais para se tornar a oportunidade de se difundir os aspectos
saudáveis de se consumir frutas como alimentos.
Ninguém há de negar que a originalmente chamada de
Fenafruti lançada nos primórdios do último governo de Dix-huit Rosado
representa uma das grandes inovações bem-sucedidas na área agrícola da nossa
região, acumulando ganhos nas exportações, na abertura de novos mercados
compradores e na divulgação do potencial agroexportador do Estado do Rio Grande
do Norte.
Essa afirmação da fruticultura em nossa região serve,
quando menos, para sinalizar o acerto na escolha e ocupação das áreas
agricultáveis de terras que antes eram improdutivas e onde as condições
adversas do semi-árido são atenuadas. Ademais, a atividade nos dá plenas
amostras de que essa região é viável economicamente, bastando apenas que se
faça o somatório da criatividade com os necessários investimentos e assim
venham as respostas econômicas mais alvissareiras.
Na verdade, a fruticultura se apresenta em nosso meio como
uma das poucas situações bem-sucedidas no setor produtivo da agricultura em
termos de Rio Grande do Norte, de modo geral, e no âmbito de Mossoró, em
particular. Os avanços dos empreendimentos desse setor hoje, onze anos após a
primeira Fenafruti, já serão vistos em outubro vindouro quando da próxima feira,
ocasião em que a ampla pauta dos palestrantes, distribuídos pela diversificada
programação de conferências, cursos e oficinas além de demonstrações sobre as
riquezas desse agronegócio, irão possibilitar termos uma visão a mais palpável
possível da atual realidade dos avanços que experimentamos nessa área.
A tudo isso ainda se acrescenta outro dado bastante
animador para todos nós. Seguem as pesquisas na área de melhoramento genético,
conservação, manejo cultural, doenças e pós-colheita, o que nos dá a garantia
de que essa produção primária será enormemente melhorada. Preparemo-nos para a
próxima feira que neste ano, mais uma vez, será realizada na Escola Superior de
Agricultura de Mossoró, o centro regional e cultural do saber na área agrícola
e de onde sairão as futuras decisões que dirão respeito cada vez mais à
melhoria da produção e da qualidade da fruticultura da nossa região. Realmente
a produção de frutas tropicais representa a cada dia que passa uma das poucas
inovações bem-sucedidas na produção agrícola potiguar.
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