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REPROVADA PELAS CRIANÇAS
O
episódio aconteceu em uma das salas de aula da escola Mather Christi, em
Mossoró. A candidata da coligação da Força do Povo, Fafá Rosado, foi abordada
por uma criança que lhe fez algumas perguntas e que ela não soube responder. O
vice-prefeito Antônio Capistrano foi quem saiu em seu socorro, procurando
contornar a dificuldades a que foi levada a candidata por conta de orientação
de sua assessoria na contramão da história.
Perguntada
pela criança se sua profissão era a de enfermeira, a candidata apressou-se a
responder, de forma meiga e atenciosa. A colocação seguinte, entretanto, foi
desconcertante. Sendo uma profissional da saúde, por qual motivo ela tinha se
negado a participar de um debate promovido pelos Agentes de Saúde? A resposta
foi a de sempre, ela preferia debater diretamente com o povo, sem precisar de
rádio e televisão.
Como
as crianças de hoje, com os amplos recursos de comunicação, estão muito bem
informadas, a menina retrucou que a candidata da coligação Mossoró Melhor,
deputada Larissa Rosado, também discutia com o povo nas ruas e encontrava tempo
para participar dos debates públicos. Nesse caso, sua resposta não dava para
convencer. Foi nesse momento que o vice-prefeito entrou em ação, procurando
consertar o estrago.
Mostrando
seu desagrado, a candidata perguntou à estudante de quem ela era filha. Mais
uma vez a criança demonstrou inteligência, afirmando que ela é quem estava
interessada em receber aquelas explicações e que seus pais nada tinham a ver
com isso. Os acompanhantes sugeriram que a visita à classe fosse encerrada,
preocupados com a possibilidade do surgimento de novas perguntas inquietantes.
Todos concordaram.
Desde
o início que se procura fazer uma avaliação do julgamento popular em relação às
fugas de candidatos aos debates públicos. Quem não tem acesso a esses
levantamentos pode ter certeza que a reação é extremamente negativa. O
comportamento de uma criança, aluna da escola Mather Christi, questionando uma
candidata sobre o seu medo de debater, serve de exemplo para mostrar que a
reprovação é generalizada. Até mesmo entre crianças.
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