Era só o que faltava

Eu sou mole mesmo, caro leitor, porque ontem fui surpreendido por uma matéria paga publicada num jornal local a respeito de uma nota desta minha colunoca sem futuro sobre o Instituto Gama de Pesquisa. Ao saber que o instituto havia registrado um pedido de divulgação de pesquisa e que os números que viriam por aí eram os mesmos que os interlocutores rosalbistas vinham divulgando há mais de um mês, usei de ironia para dar um recado: que pelo jeito não foi bem entendido.

Na nota “O Instituto Gama, mais uma vez, comprova a sua seriedade”, tinha o objetivo – que ficou muito claro – de deixar claro que tive acesso à pesquisa de meia-tijela que foi feita há muito tempo e que seria “vendida” como nova por um jornal local.

Ontem, quando abri a Gazeta do Oeste vejo lá o meu nome estampado em uma matéria divulgada pela assessoria da coligação Força do Povo que dizia exatamente o contrário, que eu estarei dando crédito ao trabalho desse instituto.

É óbvio, caro leitor, que o objetivo desse povo é o de dizer que eu, como editor de um jornal de oposição ao governo municipal – que apóia a candidata beneficiada pela pesquisa de meia-tijela –, estaria dando credibilidade aos números.

Claro que tudo isso foi feito para enganar você, caro leitor. Pior do que isso: para enganar aos próprios idealizadores da matéria, porque sabem que não tenho a menor simpatia pelo Gama e já o havia criticado aqui por diversas vezes, inclusive não tenho poupado as suas costelas desde que foi publicada a tal pesquisa.

Portanto, caro leitor, tentar colocar  as minhas palavras em um outro contexto é, no mínimo, irresponsabilidade. E mais do que isso: é uma tentativa frustrada de criar fatos políticos para tentar desviar a atenção do fato mais importante do momento, que é o crescimento da candidatura de Larissa Rosado.

Larissa, a esta altura, já disputa o primeiro lugar com Fafá Rosado. A Força do Povo sabe disso e tenta evitar esse crescimento com plantações regadas a inverdades. Antes que eu me esqueça, caro leitor, quem teve a idéia de deturpar o meu pensamento que procure outra coisa para fazer. Quem com ferro fere, com ferro pode ser ferido.

SAUDADE

Sair de Mossoró para mim é um suplício. Gosto tanto da minha cidade, do povo maravilhoso daqui, que quando volto é como se uma flor desabrochasse dentro do meu coração, trazendo-me a alegria de saber que, apesar de todos os problemas, a sua terra é sempre melhor do que a terra dos outros.

MEDO

É difícil entender porque Fafá Rosado (PFL) tem tanto medo de entrevistas e de debates. Quer dizer, difícil do ponto de vista político – porque não se concebe que um candidato ao terceiro posto político mais importante do Rio Grande do Norte não discuta os problemas da cidade dentro de uma condição de contrariedade –, pois do ponto do marketing é compreensível.

DESPREPARADA

Fafá Rosado é a candidata mais despreparada entre todos os que estão disputando a eleição de 2004. Não sabe falar, responde as perguntas de forma confusa e até mesmo nos lugares onde “montam” para ela todo um cenário ela ainda se atrapalha.

PÉROLAS

As pérolas de Fafá nesta campanha são de tirar qualquer um do sério. Dizer que vai “criar um novo meio ambiente em Mossoró” é muita falta de inteligência. Do ponto de vista pessoal, considero Fafá uma boa pessoa, não tenho sinceramente o que dizer dela, mas do ponto de vista político, ela é o que qualquer marketeiro pode chamar de um desastre.

DIFÍCIL

É bom que o leitor fique atento a isso porque Mossoró não pode mais ter o seu destino entregue a um grupo que faz questão de se vangloriar de fazer o que quer.

PARTICIPAÇAO

Para se administrar uma cidade como Mossoró é preciso se abrir o debate com todos os segmentos, inclusive os que são contrários politicamente ao prefeito ou prefeita que virá por aí. Mais ainda: é preciso se pensar em Mossoró como uma cidade-pólo de verdade, administrando-a do ponto de vista macro.

FECHADO

Não tem cabimento, caro leitor, a gente continuar a se isolar dentro do prédio do Palácio da Resistência, como se o mundo lá fora não estivesse a mil por hora. Mossoró precisa de emprego e renda, da fomentação da nossa zona rural, do fortalecimento da educação e da saúde. Precisa ser vista não apenas como a cidade das festas, mas como a cidade do turismo. Não apenas como a cidade do já teve.

PERFIL

É lamentável que alguém como Fafá, que já anda cantando vitória antes do tempo, mantenha um perfil como esse: de arrogância, falsidade, falta de preparo. Repito: respeito-a como pessoa, mas como política ela ainda vai ter de mostrar a que veio.

DESCONHECIMENTO

O pior de tudo, caro leitor, é que Fafá desconhece a realidade de Mossoró. Cega pelo seu marketing, diz que o lixão da Estrada da Raiz não existe. Enquanto isso, o município registra anualmente cerca de 100 casos de câncer, que podem estar sendo provocados, segundo estudiosos, pela presença de metais pesados no local, uma ferida a céu aberto.

TRISTE

É triste dizer isso, especialmente pelo respeito que tenho pelo dr. Leonardo da Vinci, mas pelo que temos visto na campanha, Fafá não tem condições de ser prefeita de Mossoró.

BASTIDORES

O caso do lixão de Mossoró é um escândalo que a prefeitura e alguns jornais da cidade – por questões pecuniárias – fazem questão de ignorar. Que o nosso eleitor/leitor faça o seu julgamento. O candidato a vereador pelo PT, Valmir Alves, está divulgando com os seus candidatos um panfleto com a sua trajetória de luta na política e no sindicalismo. Valmir tem serviços prestados. Nosso agradecimento à direção da TV Assembléia, especialmente ao jornalista Diógenes Dantas, pela recepção em Natal para o debate daquela emissora. E por falar no debate, ele foi apresentado ontem à noite pela TV Cabo Mossoró (TCM). Na íntegra. Essa pesquisa do Gama é de uma seriedade extrema. Estou tão emocionado com a pesquisa do Gama, que vou contratar o matemático que fez o trabalho para me dar aulas de trigonometria, geometria especial e inequação para ver se eu aprendo. Como só sei somar descobri que 40 + 18 + 12 +  2 + 4 + 25 = 101. Vou perguntar ao matemático do Gama se isso está certo.


 

PEDRO CARLOS
E-MAIL: pedrocarlos@omossoroense.com.br

É jornalista, editor-chefe de O Mossoroense

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