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Pesquisa tem percentuais acima
de
100% das intenções de voto
A pesquisa divulgada pelo Instituto Gama, em um jornal
local, quarta-feira passada – e que a maioria das coligações acredita que foi
montada pela Força do Povo – tem erros técnicos crassos. A soma do percentual
das pesquisas espontânea e dos índices de rejeição é superior a 100%, o que
definitivamente mostra que o resultado pode ter sido forjado.
Na pesquisa espontânea, são atribuídos 40% das intenções
de voto a uma determinada candidata, enquanto que a segunda candidata teria
18%. O terceiro colocado obteria 12% e o quarto colocado ficaria com apenas 2%.
Essa soma já alcança 72% do número de votantes. O detalhe, no entanto, é que o
percentual atribuído a votos brancos e nulo é de 4% e o de indecisos de 25%. Ao
todo, então, tem-se 101%.
As suspeitas sobre a pesquisa se acentuam ainda mais no
item rejeição. Segundo o levantamento do Gama, o “campeão” de rejeição não
seria votado por 56% dos entrevistados. Já a candidata segundo colocada não
seria votada por 50%. O terceiro não seria votado por 42% e a quarta colocada,
coincidência ou não a candidata da Força do Povo, teria 29% de rejeição. Se
somados todos esses índices, chega-se à incrível marca de 177%.
Esses não são os únicos erros encontrados na pesquisa do
instituto. O principal deles que vinha sendo apontado até agora era que a
pesquisa não revela em que locais foram feitas as entrevistas. Somente um dia
depois de ser divulgada é que foi feito um aditivo ao registro da pesquisa na
Justiça Eleitoral, apontando que o levantamento foi realizado “em todos os
bairros de Mossoró”.
Além disso, a margem de erro é considerada altíssima, com
5,2% para mais ou para menos, o que pode dar uma diferença maior de 10% para
qualquer candidatura.
Um outro aspecto importante da pesquisa do Instituto Gama
é que na faixa etária em que os candidatos tradicionalmente se decidem mais
cedo, ou seja, na faixa acima dos 50 anos, está o maior índice de indecisos.
Esse dado é considerado suspeito, porque segundo a pesquisa, ele atingiria nada
menos que 28% dos eleitores de Mossoró nesta faixa.
As coligações Mossoró Melhor, Avança Mossoró e o PT
estudam a possibilidade de acionar o Ministério Público Eleitoral para que seja
determinada uma investigação a respeito da forma como a pesquisa foi realizada.
“Há muita coisa sobre essa pesquisa que o eleitor precisa
ficar atento. E a Justiça deve reagir para que a campanha dos outros candidatos
não seja prejudicada por números fabricados em laboratório”, argumentou um
coordenador de campanha.
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