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Respeito
ao regimento
Fica difícil,
para alguns, o entendimento do processo
parlamentar, quando da escolha dos seus
dirigentes. Na Câmara dos Deputados e no
Senado da República, os partidos com mais
representantes têm o direito regimental
da indicação dos seus presidentes. Os demais
respeitam a decisão, votando no candidato
apresentado e preenchendo, ainda conforme
o número de cada bancada, os demais cargos
da Mesa. A aceitação dessa regra não significa
dizer que, votando no presidente, esteja
apoiando o partido em outras escalas. No
momento, o PT sai muito fortalecido pois,
além do presidente da República, terá o
presidente da Câmara dos Deputados.
Nas Assembléias
e nas Câmaras Municipais esse princípio
não é observado. Discute-se até o último
momento a formação de alianças, a composição
das chapas e, muito freqüentemente, o que
foi acertado é totalmente desfeito no momento
da votação. Por isso mesmo, é necessário
ter muita paciência para o verdadeiro jogo
de xadrez que ocorre nessas eleições.
Um caso
em Mossoró pode mostrar muito bem esse fato.
Não tendo condições de eleger o presidente
da Câmara de Vereadores, o PMDB foi buscar
no PFL o seu candidato. Sabia que essa eleição
não significaria qualquer compromisso partidário
para o futuro. Entretanto, para ter um maior
número de peemedebistas na Mesa, uma vez
que os adversários haviam decidido que a
Mesa seria formada tão somente por seus
correligionários, convidou o pefelista vereador
Vicente Rêgo, que foi eleito presidente
da Câmara, derrotando a prefeita e a maioria
dos vereadores que seguem sua orientação.
O deputado
João Paulo deverá ser o futuro presidente
da Câmara dos Deputados. Aliás, deverá ser
candidato único, sem disputa, como aconteceu
na eleição de Aécio Neves, quando o PT resolveu
lançar o anticandidato, deputado e senador
eleito Aloísio Mercadante. A oposição não
quebrará a tradição. Votará no candidato
do PT que, com 91 deputados, é a maior bancada
da legislatura atual.
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