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 Secretário de Defesa Social dá entrevista e critica sistema

Cláudio Santos: medidas urgentes para a segurança  “Nós não viemos a Mossoró apenas para dar posse ao novo comando de polícia, mas tomar conhecimento da situação em que se encontra a segurança pública na cidade e região, para a par disso elaborarmos um projeto de ação imediata, diante da grave situação ora existente e, é claro, empenhar apoio ao trabalho que o tenente-coronel Elias Cândido haverá de desempenhar nos próximos dias”, desta forma expressou-se o secretário de Defesa Social, Cláudio Santos, no decorrer da entrevista coletiva concedida aos meios de comunicação na tarde de ontem, na sede do Segundo Batalhão de Polícia Militar (II BPM).

PENITENCIÁRIA - Inquirido sobre os vários problemas que se abatem sobre a segurança pública na região oeste do Estado, Cláudio criticou  a situação em que se acha a Penitenciária Agrícola Mário Negócio (PAMN), onde, segundo ele, alguns presos são verdadeiros hóspedes daquele presídio, deixando-o a hora em que querem para saírem e praticar crimes. “Nós vamos devolver o controle dos presídios para a Secretaria de Trabalho, Justiça e Cidadania. O trabalho da SDS deve ser o de capturar o preso e depois entregá-lo à Secretaria de Justiça.

CONTRATOS – Dependendo do Orçamento do governo do Estado, a Secretaria de Defesa Social deverá contratar os 140 agentes de polícia que foram aprovados em concurso público no ano 2000. Cláudio Santos disse que existe uma carência muito grande de policiamento.

TRÂNSITO - Adotando como experiência a municipalização do trânsito na cidade de Natal, o titular da SDS, na visita que fez ao Distrito da Polícia Rodoviária Estadual (DPRE), prometeu adotar o mesmo procedimento em Mossoró. “Há um princípio institucional que a segurança pública é direito do cidadão, mas dever e responsabilidade de todos. Não se pode mais fazer segurança pública isoladamente, temos que envolver a sociedade institucionalizada, inclusive outras esferas do poder. Fica dificil se trabalhar o trânsito hoje sem a colaboração da Polícia Civil, rodoviária federal e os poderes públicos. Temos que fazer uma confluência pra ver se a gente alcança algum resultado”.

Dentre outros assuntos tratados na entrevista coletiva concedida ontem, o secretário Cláudio Santos criticou a compra do helicóptero pelo governo anterior, o que para ele a quantia em dinheiro investido daria para resolver problemas com a frota de veículos que está 80% precisando de manutenção.

Com relação à falta de combustível nos veículos das polícias civil e militar, ele declarou que providências imediatas estão sendo adotadas, bem como a religação de todos os telefones das delegacias. “Sem combustível e comunicação não haveremos de fazer nada”, disse.

 

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Mossoró-RN, sábado, 18 de janeiro de 2003