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Saúde
Controle
sua pressão
O controle
regular da pressão pode ajudar a identificar
mais previamente uma doença que é pouco
discutida, porém vem se tornando muito séria
ao longo dos anos: a hipertensão.
Por ser
aparentemente simples, a hipertensão vem
afetando cada vez mais pessoas de várias
idades. Não possui sintomas freqüentes,
e em 90% dos casos não tem causas conhecidas.
Talvez por estes motivos, muitas pessoas
sequer consideram que um problema de pressão
alta possa vir afetar o organismo futuramente.
No entanto, a hipertensão afeta e muito.
No Brasil,
estima-se que em torno de 40 milhões de
pessoas são hipertensas, a grande maioria
sem saber.
Segundo
o médico cardiologista Bernardo Rosado,
a pressão alta quando não detectada e não
tratada corretamente irá provocar lesões
nos vários órgãos do organismo, como cérebro,
coração e nos próprios rins. O paciente
que permanece com a pressão alta, mesmo
sem nenhum sintoma, irá provocar complicações
nestes órgãos, aumentando o risco de desenvolver
problemas como insuficiência cardíaca, infarto
do miocárdio, derrames cerebrais e insuficiência
renal, e pode inclusive necessitar de diálise.
Conforme
o médico, a hipertensão arterial é
caracterizada pela elevação da pressão arterial,
que acaba lesando os vasos sangüíneos e
endurecendo as artérias. Por isso, é uma
das principais causas do infarto do miocárdio,
do derrame cerebral e da insuficiência renal.
“No que
compete ao coração, a pressão realizada
para que o órgão bombeie o sangue acaba
fazendo com que uma parede deste músculo
fique mais grossa. É como realizar um exercício
constante e engrossar um músculo, mas no
caso do coração isso é prejudicial”, explica
Bernardo Rosado ressaltando que esse engrossamento
é responsável pela Angina Infarto depois
de algum tempo, responsável pelos casos
de morte súbita.
No entanto,
mesmo sendo a maioria dos casos de hipertensão
de causas desconhecidas, ainda há uma pequena
parcela a que se pode atribuir uma causa,
neste caso hipertensão secundária. A doença
pode ser adquirida geneticamente, ou seja,
se os pais forem hipertensos haverá uma
maior probabilidade de os filhos apresentarem
hipertensão.
Existe
ainda a hipertensão secundária que ocorre
em virtude da pessoa apresentar doenças
renais, na tireóide, glândula suprarenal
ou estreitamento da artéria renal.
“A hipertensão
é doença grave se não for precocemente diagnosticada
e adequadamente tratada”, completa o médico.
A especialidade
médica responsável pelo estudo e tratamento
da hipertensão arterial é a Nefrologia.
No entanto, por ser doença multifatorial
e envolver vários órgãos do organismo, todo
médico clínico geral, em especial o cardiologista,
está capacitado para seguir estes pacientes.
DIAGNÓSTICO
Uma pessoa
é considerada hipertensa quando a pressão
arterial está sistematicamente acima de
140X90 mmHg (ou 14X9). A partir de uma determinada
idade, pode-se dizer que existem alguns
grupos com maior predisponibilidade de apresentar
a doença. Através dos Tensiômetros, aparelho
específico para se medir a pressão, é que
se consegue identificar os níveis.
Se um indivíduo
de 35 anos de idade passa de níveis de pressão
de 12X8 para 15X10 ele estará perdendo aproximadamente
40% do seu tempo futuro de vida (expectativa
de vida). Aproximadamente dois terços das
pessoas entre as idades de 65 a 74 anos
são hipertensas e mais propensas a hipotensão
ortoestática.
No entanto,
a doença não escolhe idade. Até anos atrás
a hipertensão era uma doença considerada
apenas de pessoas idosas, mas cada vez mais
vem se detectando níveis elevados de pressão
arterial em jovens entre 20 e 30 anos e
em crianças também. Portanto, a medida da
pressão arterial em crianças desde o nascimento
se faz obrigatória no dia-a-dia do médico
pediatra.
Os diabéticos
com hipertensão correm um risco maior de
desenvolver doença vascular cerebral, doença
coronariana e nefropatia, em comparação
aos diabéticos normotensos. Perda de peso,
exercício e diminuição do consumo de álcool
beneficiam o controle tanto da glicemia
quanto da hipertensão.
TRATAMENTO
NÃO-FARMACOLÓGICO
Essas medidas
são muito úteis para pessoas hipertensas
por serem menos dispendiosas e bastante
benefícas para uma boa saúde, apesar dessas
modificações serem difíceis de serem feitas,
podendo até eliminar o tratamento medicamentoso
ou reduzir as doses de agentes anti-hipertensivos
para controle adequado da pressão arterial.
Redução
do peso - A redução do peso está intimamente
correlacionada com a redução da pressão
arterial e é potencialmente a mais eficaz
dentre as medidas não-farmacológicas de
tratamento da hipertensão. A perda de peso
reduz independentemente o risco cardiovascular
e tende a melhorar a auto-imagem do paciente
e a sensação de bem estar. Contudo, todos
os pacientes hipertensos e com excesso ponderal
devem ser estimulados a perder peso.
Restrição
alcoólica - Tanto aguda quanto cronicamente
e estudos transversais tem mostrado uma
associação entre a pressão arterial elevada
e consumo substancial de álcool. Portanto,
a abstinência ou moderação do consumo de
álcool deve ser encorajado.
Exercício
- O exercício isotônico regular produz reduções
modestas da pressão arterial em pacientes
com hipertensão leve e moderada. Todos os
pacientes hipertensos devem ser encorajados
a participarem de exercícios isotônicos
ou aeróbicos regulares.
Restrição
de sódio na dieta - A restrição de sódio
na dieta em pacientes hipertenso revelou
somente uma pequena redução da pressão arterial
concluindo que existem poucas evidências
de que a redução da ingestão de sódio tenha
um efeito benéfico no controle da pressão
arterial. A restrição de sódio pode minimizar
a hipopotassemia induzida pelo diurético
e pode aumentar a facilidade de controle
de pressão arterial com o tratamento diurético,
devendo ser encorajado em pacientes no uso
de diuréticos.
Suplementação
de cálcio na dieta - As pessoas hipertensas,
de acordo com as suas lembranças a cerca
do que ingerem, consomem menos cálcio do
que as pessoas normotensas.
Suplementação
de potássio na dieta - O efeito anti-hipertensivo
do potássio suplementar parece estar relacionado
à ingestão concomitante de sódio, no sentido
de que - quanto maior a ingestão de sódio
mais eficaz é a suplementação de potássio
na redução da pressão arterial. O uso de
diuréticos poupadores de potássio deve ser
considerado em pacientes com hipopotassemia
antes do início da diureticoterapia ou que
desenvolvem-na quando tomando um diurético
não poupador de potássio.
Interrupção
do tabagismo e restrição da cafeína - A
cafeína e a nicotina elevam a pressão arterial
agudamente, os pacientes devem ser aconselhados
a evitar o cigarro e café ou chá imediatamente
antes de verificar a pressão.
Relaxamento
/ redução do estresse - O relaxamento e
a redução do estresse produzem somente uma
modesta diminuição da pressão arterial
mesmo em pacientes bastante motivados.
Recomendações
gerais para o tratamento não-farmacológico
da hipertensão arterial - Uma abordagem
razoável para todos os pacientes inclui:
redução do sódio na dieta e aumento do cálcio
e do potássio, perda de peso para o paciente
com excesso ponderal, exercícios regulares,
moderação no consumo de álcool e cessação
do fumo.
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