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Assentados
em Baraúna deverão ter tratamento especial
CRISTIANO
ROJAS Repórter de Economia rojas@omossoroense.com.br
Nesta
quarta-feira, 19, será realizada a primeira
reunião da Comissão de Estudos do Aqüífero
Calcário-Jandaíra, formado pelo Governo
do Estado, Banco do Nordeste (BN), Emater,
Fetarn, Esam, Coex, CPRM, Prefeitura e Câmara
de Vereadores de Baraúna.
A
Comissão estará empenhada em tentar reverter
o processo de esgotamento do reservatório
de água subterrâneo que abastece a região
provocado pelo uso indiscriminado do aqüífero.
A reunião servirá para traçar um cronograma
de ações.
A
liberação de novos poços no município de
Baraúna passará a obedecer critérios rigorosos,
segundo informou Tasso Soares, coordenador
técnico do Pólo de desenvolvimento integrado
Assu/Mossoró, gerenciado pelo BN.
SITUAÇÃO
– A intenção é não liberar novas perfurações.
Entretanto, tem o caso dos assentamentos
agrários, onde é preciso analisar antes
o impacto que a suspensão da perfuração
dos poços causará.
“Em
função da situação dos assentados, já que
o pessoal depende dos poços para poder viabilizar
os projetos, e a situação lá é de fome mesmo,
o secretário ficou de analisar os casos
e ver se há possibilidade de viabilizar
e autorizar os projetos”.
Segundo
Tasso Soares, o secretário estadual de Recursos
Hídricos (SERHID), José de Azevedo, vai
tomar medidas emergenciais para evitar o
esvaziamento do aqüífero, mas com relação
aos assentamentos rurais deverá analisar
cada caso individualmente.
Existem
no município de Baraúna 18 projetos de assentamentos
rurais financiados com recursos oriundos
do BN, sendo que quatro deles ainda estão
em andamento e que querem abrir novos poços.
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