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Lavando as mãos

Os mototaxistas de Mossoró, os taxistas e as empresas de transportes coletivos urbanos têm, sim, de quem e a quem se queixar pelas mazelas que os acometem nos dias de hoje. Justamente à prefeita Rosalba Ciarlini. Foi ela que, do alto da sua incompetência, poderia ter colocado um freio nos problemas que afligem essas categorias logo no seu nascedouro. E não o fez. Poderia ter adotado todas as medidas restritivas e administrativas que os casos em si requeriam, e não as adotou. Deixou a coisa correr e os caos foi se instalando a ponto de chegarmos ao estágio atual onde, se a legislação pertinente for aplicada, todos correm sério risco de extinção.

O caso dos mototaxistas é o mais evidente. Quando esse serviço começou a ser implantado em Mossoró, por força do desemprego reinante, diga-se de passagem, e da existência de tantos dos transportes que hoje povoam as ruas da nossa cidade, alertamos repetidas vezes de que ele estava a exigir uma ação administrativa de parte da prefeitura e uma regulamentação para que não florescesse sob a égide do desalinho, da desordem e da bagunça. A prefeita atual nunca deu a menor pelota para o gravíssimo problema que se instalava. Resultado: quando ameaçada por circunstâncias tais que a obrigaram a agir, já era tarde. Hoje, repetimos, o desemprego reinante em Mossoró, fruto da incompetência e da incúria da própria Rosalba Carlini, levou a essa situação caótica e incontrolável a ponto de exigir da Justiça a sua intervenção. Há um serviço de táxi em tudo por tudo desorganizado e ao-deus-dará a ponto de se ter que tomar uma decisão que deve ser adotada, mas que, agora, será traumática. Vai haver choro e ranger de dentes.

Prejudicados pela desatenção para com o problema por parte da chefe da municipalidade com a questão foram dois outros serviços à comunidade. No caso, os transportes coletivos e os próprios táxis. Enquanto no meio dos dois muitos estão sendo levados a abandonarem as suas atividades pela total inviabilidade econômico-financeira, o que restou para a população, principalmente no caso dos transportes coletivos, é um péssimo serviço, veículos sucateados e uma desordem tal que também beira o caos.

Portanto, é nisso o que dá governar para a platéia e esquecer os seus reais compromissos para com a comunidade. Mais dia, menos dia, se chegaria a essa situação insustentável como se chegou vivida hoje em Mossoró no serviço de seu transporte urbano. Exatamente porque a própria prefeita jogou a população às feras em nome de outros interesses escusos e inconfessáveis.

 

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Mossoró-RN, terça-feira, 18 de fevereiro de 2003