Brasileiros nos EUA estão preparados para o pior 

CRISTIANO ROJAS
Da Redação
rojas@omossoroense.com.br

A estudante mossoroense Maria Luiza Queiroz conta que tem recebido todo o apoio necessário em sua estada no país de BushContagem regressiva para a ofensiva armada dos Estados Unidos e seus aliados contra o Iraque, de Saddam Hussein. Ninguém duvida mais que a lendária terra de Ali Babá e os 40 ladrões e As Mil e uma Noites, de Sherazade, sofrerá a implacável ira da superpotência norte-americana.

Ao que tudo indica o país de Bush, de forma lamentável, dará em breve o pontapé inicial ao ataque no Oriente Médio.

A aproximação da guerra, no entanto, não tem preocupado apenas o povo iraquiano – que infelizmente será o mais atingido em toda essa história. Nos EUA, cresce o medo interno de que a guerra ocasione uma onda de novos atentados terroristas.

Os brasileiros que residem atualmente nos EUA se dizem preparados no caso de ocorrer o pior. Muitos estão por lá participando de intercâmbios estudantis. Moram em casas de famílias norte-americanas.

TERRORISMO – Entre elas está a mossoroense Maria Luiza Queiroz. A estudante, de 17 anos, reside há sete meses no Estado americano de Wiscosin. Em contato com O Mossoroense, ela disse que tem recebido orientações no caso de um ataque terrorista.

“Os americanos dizem que se os terroristas atacarem com bomba biológica, teríamos que passar um certo tempo em casa, pois é um tipo de bomba que pode atingir toda a região”, ressalta a jovem.

A família que abrigou a brasileira nos EUA tem estocado comida, plástico, fita adesiva para vedar portas e janelas, máscaras, pilhas e lanternas, para uma eventual emergência.

Maria Luiza conta que vem recebendo toda a assistência necessária de sua família norte-americana, assim como João Augusto, outro jovem mossoroense que também reside atualmente nos EUA.

Seus pais sempre recomendam que no caso de saírem com alguém que não seja da família, deixem telefone para contato, não brigar por questões políticas e ficar longe de manifestações públicas.

Diariamente os brasileiros têm escutado notícias sobre a guerra e contam que apesar dos americanos estarem bastante apreensivos com o que possa acontecer, preferem continuar levando a vida normalmente, como antes.

População vive em constante alerta 

Desde o 11 de setembro, que os EUA estão mais alertas quanto a possibilidade de acontecer um novo ataque terrorista. “Com guerra ou sem guerra, o governo fala que os americanos têm que ter mais cuidado com os terroristas”, diz Maria Luiza.

O governo instalou um sistema de segurança que através de cores indica o nível de possibilidade de um ataque. A cor vermelha indica o mais perigoso. Todos por lá estão muito apreensivos.

“Agora estamos na cor amarela, o que indica um pouco de perigo, mas em fevereiro teve um feriado religioso mulçumano onde nós estávamos na cor laranja, que é a antes do vermelho”, revela a estudante.

RELATO – Maria Luiza relata que nas últimas semanas tem percebido um intenso movimento beligerante. São as tropas militares deixando o país rumo ao Oriente. “O pessoal do aeroporto está mais rígido”, acrescenta.

Apesar das circunstâncias, Maria Luiza ressalta que tem vivido momentos felizes na terra do Tio Sam. “Minha estada aqui está sendo maravilhosa. Tenho amigos de todo o mundo”, conta a jovem brasileira.

Ainda é inverno onde Maria Luiza mora. Quando voltar para o Brasil no início de julho já será primavera por lá e certamente um capítulo importante da trágica história de guerra e paz da humanidade deve ainda estar ocupando as páginas dos jornais. (C.R.)

Opinião americana parece dividida

Maria Luiza conta que a opinião do povo norte-americano quanto a real necessidade e eficácia de um ataque contra o Iraque, como o que está para ocorrer, ainda é bastante dividida.

Segundo relata a estudante, uns apóiam e outros não. Alguns acham que não é uma boa decisão, já outros acham que é a única coisa que o presidente Bush pode fazer para defender os EUA.

SEGURANÇA – “É muito dividido. Na verdade, ninguém quer a guerra, mas os que apóiam o presidente Bush acham que ele está fazendo o que tem de fazer para a segurança do país”, descreve a estudante.

“Os americanos não têm nada contra o povo iraquiano, muito pelo contrário, eles têm pena, porque vivem em um país sem liberdade e com um líder ditador”, observa Maria Luiza.

Apesar do povo americano não nutrir qualquer sentimento de revolta com relação ao povo iraquiano, ao que parece eles ainda não perceberam que os efeitos de uma guerra inevitavelmente deixarão vítimas inocentes pelo caminho. (C.R.)

  .::HOME::.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

EDITORIAS

Cotidiano

Economia

Esporte

Polícia

Política

Regional

Universo

OPINIÃO

Cid Augusto

Editorial

Emerson Linhares

Emery Costa

Giro pelo Estado

Laíre Rosado

Notas da Redação

Paulo Pinto

Rubens Coelho

Sérgio Chaves

Sérgio Oliveira

COLUNAS TEMÁTICAS

Assuntos do Comércio

Cinema em Foco

Direito em Pauta

Comentário Econômico

Mundo Digital

Nossa História

Cultura Americana

CIDADES

Alexandria

Areia Branca

Assu

Caraúbas

Macau

Médio Oeste

Patu

Pau dos Ferros

São Miguel

Umarizal

Vale do Apodi

SUPLEMENTOS

Empresa

Escola

Mais TV

EDIÇÕES ANTERIORES

ESPECIAIS

Chacina Prefeito

Barragem Santa Cruz

Vingt Neto

O JORNAL

Assinatura

Expediente

Histórico

Painel do Leitor

SERVIÇOS

102 ON-LINE

BANCO DO BRASIL

CAERN

CAIXA ECONÔMICA

COL. MOSSOROENSE

CORREIOS - CEP

COSERN

DETRAN

DICIONÁRIO ON-LINE

ESAM

FOLHA DIRIGIDA

GOVERNO DO ESTADO

HORÓSCOPO

IDEC

INDICADORES

RECEITA FEDERAL

TÁBUA DE MARÉS

TELEMAR

TRADUTOR ON-LINE

UERN

UFRN

 

 

 

 

 

 

ENQUETE

Você concorda com o programa Fome Zero?
Sim
Não
Votar
resultado parcial...

 

 

 

 

 

 

Mossoró-RN, terça-feira, 18 de março de 2003