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Transportes
urbanos: uma doença crônica
Os
problemas gerados em torno da falta de estrutura
do sistema de transportes coletivos urbanos
em Mossoró são inúmeros e o serviço a cada
dia fica mais precário. E como sempre, os
prejuízos recaem sobre a população mais
carente que depende deste tipo de locomoção.
A situação
se agravou a tal ponto que ônibus que visivelmente
se mostram sem condições de circulação continuam
na ativa levando risco aos usuários. E a
falta de um sistema que regulamente o serviço
de forma eficiente obriga as empresas a
atuarem no limite, ou seja, com frota insuficiente
que castiga ainda mais os mossoroenses.
Para se
ter idéia da dimensão do problema, algumas
áreas da cidade contam com apenas um ônibus
para atender a mais de 50 mil moradores.
É o caso da empresa que atende a zona norte
da cidade que compreende cerca de cinco
bairros. Nesta área a deficiência dos transportes
coletivos obrigou a entrada indiscriminada
de veículos que fazem de forma ilegal o
transporte de passageiros.
Mesmo nos
setores como zona leste, por exemplo, onde
a frota de ônibus coletivos é mais abrangente,
os problemas também são constantes. Sem
fiscalização, as empresas atuam de forma
desordenada fazendo com que os usuários
permaneçam nos pontos de parada por até
duas horas.
Um exemplo
do descaso cometido pelas empresas de transportes
coletivos que atende a cidade aconteceu
com o repórter fotográfico Carlos Costa,
que reside no conjunto Vingt Rosado – zona
leste de Mossoró. Ele conta que na última
terça-feira passou nada menos que duas horas
na parada à espera do ônibus. “O sistema
está completamente desorganizado e é preciso
que alguém faça alguma coisa para mudar
essa situação”, desabafa.
DESRESPEITO
– Outro grande problema relacionado com
o transporte coletivo urbano é o descumprimento
da lei municipal que garante o passe livre
aos idosos acima de 65 anos. Diariamente
são formuladas denúncias de falta de respeito
à lei. Algumas empresas chegam a atribuir
o desrespeito ao grande número de passageiros
que não pagam passagem, o que se traduz
num absurdo ainda maior.
Como se
tudo isso não fosse suficiente, atualmente
alguns ônibus coletivos urbanos estão circulando
sem porta e sem assentos para os passageiros.
Isso é o resultado de um sistema que está
entregue às baratas.
Projeto
de Lei poderá mudar o atual sistema
de transporte
A desorganização
no sistema de transporte urbano em Mossoró
foi pauta de audiência pública realizada
quarta-feira na Câmara Municipal. O assunto
foi detalhado por vários seguimentos que
incluiu os empresários do setor de transportes,
a Promotoria de Defesa do Consumidor, o
poder público municipal e a própria população.
Na sessão
foi exposto o projeto de lei do vereador
Sérgio Coelho que visa reorganizar de forma
ostensiva o setor de transportes urbanos
de Mossoró. Na ocasião vários pontos foram
abordados e a Secretaria de Desenvolvimento
Territorial e Meio Ambiente (SEDETEMA) apresentou
um projeto que está sendo posto em prática
que é a análise de todos os problemas que
afetam o setor.
De acordo
com a secretária Kátia Cardoso Pinto, todos
os pontos estão sendo examinados. Ressaltando
que para isso a prefeitura contratou, através
de licitação, uma empresa especializada
no assunto que está preparando um laudo
sobre o tema para posteriormente ser feito
o diagnóstico do problema.
Kátia Pinto
adiantou que a Sedetema tem todo interesse
em encontrar uma solução para organizar
o sistema de transportes em Mossoró. Adiantando
que o trabalho que está sendo desenvolvido
visa organizar não só o sistema de transporte
coletivo, mas todo o setor que envolve os
veículos que circulam na cidade.
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