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Uma
reflexão procedente
Hoje, Sexta-feira
Santa, dia propício para aprofundar a reflexão
proposta neste ano pela Campanha da Fraternidade
que se envolveu com aprofundadas razões
no tema ligado à nossa situação vivida pelos
idosos. Os quarenta dias da quaresma foram
suficientes para nos dar uma visão bem larga
e acentuada do que seja esse cenário vivido
pelos mais velhos no meio de nós. O fato
é que os que antes eram vistos como um peso
estão começando a conquistar espaços e posições
o que, diga-se de passagem, não era sem
tempo.
A cidade
de Mossoró, que tradicionalmente é vista
como acolhedora em termos de acomodação
dos idosos (basta que se veja o exemplo
do Abrigo dos Idosos “Amantino Câmara”,
entidade criada na década de 30), não deixa,
no entanto, de cometer também os seus pecados
e os seus excessos no que toca aos mais
velhos. Algumas barreiras de indiferença
começam a ser vencidas, mas ainda há muito
caminho a se percorrer.
Reconheçamos,
no entanto, que as conquistas sociais daqueles
taxados como da terceira idade são lentas,
mas progressivas e alvissareiras na medida
em que marcam a evolução na qualidade de
vida, na longevidade e na medida em que
se modifica o papel dos que estão na terceira
idade que têm possibilidades de exercer
um papel de preponderante importância no
contexto social.
Um dos
grandes problemas vividos hoje pelos mais
velhos reside no fato de não perceberem
o suficiente em termos financeiros para
se sustentarem. E, neste diapasão, se inclui
a questão da manutenção, da compra de medicamentos,
considerando-se que o idoso geralmente não
tem a saúde perfeita. A sanha dos laboratórios
é diametralmente oposta aos proventos congelados
dos inativos.
Os nossos
idosos ganham mais sobrevida precisamente
por conta dos avanços da medicina somados
ao verdadeiro arsenal de medicamentos posto
à disposição dos cidadãos. É uma mudança
positiva que deve ser recebida com aplausos
pela sociedade como um todo.
Esses dados
e essas constatações fizeram parte das reflexões
a que a Campanha da Fraternidade proporcionou
neste ano e que está chegando agora ao seu
final. O importante é que as avaliações
prossigam, pois se há mudanças que significam
melhorias elas geram conseqüências graves
para a qualidade de vida. Por exemplo, o
isolamento dos idosos em razão das dificuldades
de sua adaptação aos ambientes sociais,
é um aspecto que precisa ser considerado
e muito bem avaliado, discutido e de solução
urgente em nosso meio. Além de outras.
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